Saúde

Covid-19 mata mais que gripe em SP e falta de vacinas preocupa população

Falta de vacinas em postos de saúde e avanço de óbitos entre grupos de risco reforçam a importância da imunização contra a Covid-19 mesmo após o fim da pandemia

Da redação

DA REDAÇÃO

17/04/2026 • 15:02 • Atualizado em 17/04/2026 • 15:02

A Covid-19 voltou a acender o alerta na saúde pública em São Paulo. Dados recentes mostram que, apenas neste ano, 125 pessoas morreram em decorrência da doença no estado — número que já supera as mortes registradas por gripe (influenza) no mesmo período.

Apesar de a pandemia ter sido controlada após a ampla vacinação, especialistas reforçam que o vírus continua circulando e ainda representa risco, principalmente para grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades.

Ao mesmo tempo, a população enfrenta dificuldades para se imunizar . Uma apuração identificou falta generalizada de vacinas contra a Covid-19 em unidades básicas de saúde da capital paulista. Em uma verificação feita em dez postos da região central, apenas um tinha doses disponíveis no dia anterior ao levantamento.

A situação afetou diretamente quem buscava a imunização. Uma idosa de 70 anos, que preferiu não se identificar, relatou que tentava se vacinar havia uma semana sem sucesso.

Após questionamentos, a prefeitura informou que iniciou a reposição dos estoques. No dia seguinte, sete das dez unidades já estavam abastecidas. No entanto, a administração municipal não explicou o motivo da escassez — se houve falha logística ou atraso no repasse de doses.

O abastecimento de vacinas no Brasil segue um fluxo em que o Ministério da Saúde distribui as doses aos estados, que ficam responsáveis por encaminhá-las aos municípios. Em nota recente, a pasta afirmou ter enviado milhões de doses para todo o país, incluindo São Paulo.

Vacinação segue essencial

Mesmo fora do cenário mais crítico da pandemia, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes por Covid-19.

Atualmente, a recomendação não é universal, mas voltada a grupos prioritários, como:

Para esses públicos, a orientação é manter o esquema vacinal atualizado, com reforços periódicos — em alguns casos, a cada seis meses.

O cenário reforça a importância de manter a vigilância sobre a doença. Ainda que menos visível do que nos anos de 2020 a 2022, a Covid-19 segue mais letal que a gripe em 2026 no estado, o que evidencia a necessidade de garantir acesso às vacinas e ampliar a cobertura entre os mais vulneráveis.

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