Jornalismo

Influenciador entra em coma após ser espancado em festa universitária em SP

Clóvis Roberto de Leão, de 27 anos, teve convulsões e sofreu fratura na traqueia; universidade diz que envolvidos podem responder a processo disciplinar

Da redação

DA REDAÇÃO

21/04/2026 • 10:51 • Atualizado em 21/04/2026 • 10:51

Um promoter de 27 anos foi brutalmente agredido por quatro estudantes da Universidade Presbiteriana Mackenzie durante uma festa universitária em São Carlos, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na noite de domingo (19), após o evento conhecido como “Economíadas”.

De acordo com informações divulgadas por integrantes da República Ibriza, a vítima, identificada como Clóvis Roberto de Leão, deixou a festa com amigos após um desentendimento que teria começado ainda dentro do evento, embora os detalhes iniciais da briga não tenham sido esclarecidos.

Segundo o relato, um dos estudantes envolvidos chegou a ser expulso da festa por seguranças. Já do lado de fora, após o término do evento, Clóvis e seus amigos encontraram novamente o grupo. Testemunhas afirmam que dois homens começaram a rir da situação, o que gerou uma troca de ofensas. Uma amiga da vítima, identificada como Emilie, questionou os risos, o que teria intensificado a discussão.

Ainda conforme os relatos, o namorado de Emilie tentou evitar uma nova briga e pediu para que o grupo deixasse o local. No entanto, no caminho, eles teriam sido novamente abordados pelos estudantes. Ao defender a amiga após novos xingamentos, Clóvis foi atacado pelos quatro agressores, que o derrubaram e o espancaram.

Após a agressão, a vítima deixou o local, mas ao chegar em casa começou a passar mal. Ele gravou um vídeo mostrando o estado em que se encontrava, com o rosto ensanguentado, antes de sofrer convulsões. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e Clóvis voltou a convulsionar durante o trajeto até a Santa Casa.

O promoter está internado em estado grave, em coma e entubado. Ele sofreu fratura na traqueia e há suspeita de traumatismo craniano. Segundo pessoas próximas, há ainda a possibilidade de uma lesão cerebral que só pode ser confirmada por exame de ressonância magnética, que até o momento não havia sido realizado.

Até agora, nenhum dos suspeitos foi formalmente identificado.

Em nota, a Universidade Presbiteriana Mackenzie afirmou que “não pactua com nenhuma forma de violência” e que, caso seja confirmada a participação de alunos da instituição, eles poderão responder a processos disciplinares conforme o código de conduta acadêmico. A universidade também manifestou solidariedade à vítima.

O caso foi registrado por meio de delegacia eletrônica e deve ser investigado.

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