Receitas

Espumante sem álcool ganha espaço e muda o brinde de fim de ano

Com crescimento expressivo de buscas e adesão ao “brinde consciente”, espumantes zero-álcool apontam para uma nova fase do consumo de vinho no Brasil

Da redação

DA REDAÇÃO

01/12/2025 • 20:00 • Atualizado em 01/12/2025 • 20:00

Espumante está mais caro neste ano
Espumante está mais caro neste ano - Foto: Reprodução/CANVA

Nada de taça tradicional. O brinde de fim de ano de muitos brasileiros agora pode vir em garrafas com selo “0,0%”, refletindo uma tendência que deixa de ser alternativa e se torna protagonista.

Segundo dados da Sala Digital, as buscas por “espumante sem álcool” no Google atingiram o maior patamar da série histórica e cresceram cinco vezes em dez anos.

A ascensão revela um movimento geracional, emocional e cultural: o brasileiro continua celebrando, mas quer fazer isso de um jeito novo.

Por que o “zero álcool” conquistou as festas

A chegada dos espumantes sem álcool às ceias, confraternizações e viradas não é acidental. É um sinal de mudança de comportamento global que encontrou terreno fértil no Brasil.

O mercado mundial desse segmento cresce de forma acelerada e deve se expandir de maneira constante nos próximos anos. Esse avanço, por sua vez, dialoga com a busca por saúde, bem-estar e equilíbrio, que guia tanto jovens quanto adultos em fases diferentes da vida.

No Brasil, o movimento é perceptível: vinícolas tradicionais já lançam versões zero-álcool de seus espumantes clássicos, preservando aroma, gaseificação e complexidade, sem abrir mão do ritual do brinde.

Naturalmente, o interesse não vem apenas de quem precisa evitar álcool (gestantes, motoristas ou pessoas em tratamento), mas de quem busca um estilo de vida mais consciente. É a lógica de poder “participar da mesa sem sair do próprio ritmo”.

Espumante virou cotidiano

Essa mudança convive com outra transformação importante: o espumante deixou de ser visto como bebida estritamente festiva.

Segundo a Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS), o consumo de vinhos e espumantes no país passou a ocupar, nos últimos anos, espaços mais amplos — de encontros informais a refeições cotidianas — rompendo o estigma de “luxo de fim de ano”.

Ao mesmo tempo, pesquisas setoriais apontam que o consumo per capita de álcool no Brasil vem apresentando queda gradual, reforçando a percepção de que o hábito do brasileiro está se redesenhando. Com ou sem álcool, o espumante se tornou democrático, acessível e presente em diversos momentos, do jantar simples aos encontros de domingo.

O mercado confirma

Estudos internacionais do setor, como os da Business Research Insights, projetam crescimento consistente no mercado de espumantes não alcoólicos pelas próximas décadas.

Assim, o espumante “0,0%” deixa de ser exceção e passa a dialogar com diferentes estilos de vida: jovens que buscam moderação, famílias que desejam celebrar sem exageros, consumidores interessados em saúde e até quem apenas quer evitar ressaca no dia seguinte.

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