Rádio Bandeirantes

Brasil importa 85% dos fertilizantes e depende da Rússia; entenda

Emanuel Pessoa, especialista em direito econômico, afirmou que sem insumos russos, a produtividade despenca e país perde competitividade

Da redação

DA REDAÇÃO

21/07/2025 • 16:54 • Atualizado em 21/07/2025 • 16:54

O Brasil enfrenta um cenário preocupante em sua cadeia de produção agrícola. Durante participação noJornal Gente, da Rádio Bandeirantes, o advogado especialista em direito econômico, Emanuel Pessoa, alertou que o Brasil importa 85% dos fertilizantes que utiliza e, com as sanções de Donald Trump, pode ser impactado.

De todo o fertilizante importado, 70% vêm do eixo Rússia-Bielorrússia, o que torna o agronegócio brasileiro dependente direto das decisões geopolíticas de Moscou. Segundo o colunista, a maioria dos brasileiros desconhece essa vulnerabilidade. “A comida que nós comemos e o nosso superávit dependem de Vladimir Putin”, afirmou.

Sanções dos EUA podem inviabilizar exportações brasileiras

A tensão cresce com a possibilidade de aplicação das chamadas sanções secundárias dos Estados Unidos. Donald Trump já anunciou que, caso a Rússia não aceite um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia, países que mantiverem relações comerciais com Moscou poderão ser alvo de tarifas adicionais de até 100%.

Somadas às tarifas atuais, isso poderia significar uma tributação superior a 150% sobre produtos brasileiros, inviabilizando boa parte do comércio exterior com os EUA. “A Embraer teria que demitir em massa e o agronegócio perderia seu segundo maior mercado”, alertou Emanuel Pessoa.

Para Emanuel Pessoa, a crise dos fertilizantes é um sintoma de um problema mais profundo: a falta de planejamento estratégico do país. Ele defende que a soberania nacional passa por três pilares básicos: segurança alimentar, segurança energética e defesa militar. Na ausência desses elementos, a soberania seria apenas retórica.

O colunista finaliza dizendo que, sem mudanças estruturais, o país continuará vulnerável às flutuações externas — com risco real de alta de preços, perda de competitividade e redução da capacidade de exportação.

Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br .

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