O quadro Agro+, do Bora Brasil desta quarta-feira (27), destacou as alternativas do governo brasileiro diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos do agro. Uma comitiva está no México para negociar novos acordos que garantam maior abertura de mercado para a produção nacional.
De acordo com o repórter Andrés Ruiz, a missão busca ampliar as vendas brasileiras de carne, soja, etanol, biocombustíveis e máquinas agrícolas. A estratégia é aproveitar que tanto Brasil quanto México enfrentam barreiras tarifárias do governo norte-americano.
Carne bovina lidera negociações
Entre os pontos em debate, está a ampliação do número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar carne ao México. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne defende que essa medida pode aumentar de forma significativa o volume comercializado.
Outra frente é a renovação do programa mexicano contra a inflação (PASIC), que isenta de tarifas insumos da cesta básica. Essa iniciativa abriu espaço para que o Brasil se tornasse, nos últimos dois anos, um dos principais fornecedores do México.
De janeiro a julho deste ano, o país latino-americano já comprou quase três vezes mais carne bovina brasileira do que em todo o ano passado, superando os Estados Unidos.
Biocombustíveis e maquinário
Além da carne, a comitiva aposta no mercado de etanol e combustíveis sustentáveis de aviação, produzidos a partir de óleos vegetais, gorduras animais e resíduos de biomassa. O Brasil, que já é líder mundial nesse segmento, vê no México um comprador estratégico para diversificação.
Outro setor em pauta é o de máquinas agrícolas, afetado pelas sobretaxas impostas pelos EUA. A expectativa é de que o México absorva mais peças brasileiras para a montagem local de maquinário.
Encontros oficiais
Nesta quarta-feira, houve reunião com o ministro da Agricultura mexicano para tratar das oportunidades de expansão comercial. Amanhã, a delegação participa de um evento da Associação Brasileira de Proteína Animal, em que serão discutidos temas como segurança alimentar e o fortalecimento da parceria bilateral.
Segundo Andrés Ruiz, cerca de 20% de tudo que o Brasil exporta ao México é proteína animal, incluindo carne bovina e de aves. A expectativa é que novos mercados sejam abertos a partir dessas negociações.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
