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Quaest: 47% concordam com Lula e culpam Flávio por tarifaço dos EUA

Outros 35% dizem concordar com Flávio Bolsonaro, que afirma que pediu a Donald Trump para não impor novas tarifas contra o Brasil

Da redação

DA REDAÇÃO

10/06/2026 • 12:36 • Atualizado em 10/06/2026 • 12:36

Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUA - Foto: REUTERS/Kylie Cooper

O levantamento da Genial/Quaest, divulgado nesta quarta-feira (10) , mostra que 47% dos entrevistados c oncordam com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter pedido o novo tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Outros 35% dizem concordar com Flávio Bolsonaro, que afirma que pediu a Donald Trump para não impor novas tarifas contra o Brasil . Os que não souberam responder ou não se manifestar somam 18%.

Conforme a pesquisa, 46% concordam com Lula e dizem que as novas tarifas de Donald Trump são uma retaliação ao Pix . No entanto, 36% concordam com a posição de Flávio Bolsonaro, que diz que as tarifas são uma retaliação do governo norte-americano às declarações do petista contra dos Estados Unidos.

Para 10%, nenhuma das duas explicações está correta. Os que não souberam ou não responderam somam 8%.

A Genial/Quaest também questionou se as altas tarifas vão prejudicar a vida dos entrevistados: 55% disseram sim e 37% não . Os que não souberam ou não responderam somam 8%.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-7661/2026).

Possível novo tarifaço dos EUA

Dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos EUA, Donald Trump , o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) divulgou recomendações para a Casa Branca taxar em até 25% uma lista de produtos brasileiros.

O texto publicado nesta segunda-feira (1º) cita "atos onerosos" brasileiros relacionados ao "comércio digital e serviços de pagamento eletrônico ; tarifas injustas e preferenciais; aplicação das leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal" como justificativas para enquadrar Brasília nas sanções da Lei de Comércio americana.

O órgão, porém, lista diversos produtos que estariam fora das sanções, como carne bovina, café, diversas frutas e verduras, além de minerais e metais como carvão, cobalto, níquel e alumínio.

A decisão é tomada no contexto de uma decisão judicial que proibiu Trump de aplicar seu "tarifaço" de forma indiscriminada. Uma tarifa global de 10% é atualmente imposta contra o Brasil e diversos países. A sanção não é automática e depende do aval da Casa Branca.

*Com DW.

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