Eleições 2026

Eduardo Girão será candidato a vice de Zema em chapa 'puro sangue' do Novo

Empresário completa neste ano seus oito anos de mandato como senador pelo Ceará; decisão tira seu nome da disputa ao governo cearense, onde somava 3% das intenções de voto

WESLEY BIÃO

04/08/2026 • 20:02 • Atualizado em 04/08/2026 • 20:02

Eduardo Girão, candidato a vice-presidente pelo Novo
Eduardo Girão, candidato a vice-presidente pelo Novo - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) será o candidato a vice-presidente da República na chapa do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo). A informação foi confirmada pela assessoria do parlamentar.

Com a decisão, o senador, que termina neste ano seu mandato na Casa Alta, sai da disputa pelo governo do Ceará. Na última pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (30), Girão somava 3% das intenções de voto .

A definição veio após semanas de negociação e depois de o Novo não fechar aliança com outras siglas. Nas últimas semanas, nomes de fora do partido, como o do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, chegaram a ser cogitados para a vaga, mas as articulações não avançaram.

“Sempre disse que gostaria de um parceiro de chapa que fosse uma pessoa decente e ficha limpa. Em oito anos como senador, Girão demonstrou toda a sua coragem e integridade para enfrentar o abuso de poder, a censura e a farra dos intocáveis de Brasília. Não poderia ser outra pessoa”, disse Zema.

Natural de Fortaleza, o senador construiu carreira no setor empresarial antes de entrar na política e cumpre o único mandato eletivo, iniciado em 2019.

Entre suas bandeiras estão a redução do tamanho do Estado, o corte de impostos e o controle das despesas públicas. Nos costumes, se posiciona contra temas como a descriminalização do aborto e a legalização das drogas.

Zema, por sua vez, renunciou ao governo de Minas Gerais em março para se dedicar à candidatura presidencial e foi oficializado pelo Novo em convenção no fim de julho . O empresário, se elegeu governador em 2018 e foi reeleito em 2022.

Ao longo da pré-campanha, afastou publicamente a hipótese de ser vice em outra chapa e afirmou que levaria a candidatura própria até o fim. Ele chegou a ser cogitado como vice de Flávio Bolsonaro (PL), mas se distanciou do senador após o criticar pela relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

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