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Consumo de chocolate na Páscoa acende alerta para intoxicação de pets

Substância presente no cacau pode causar vômitos e complicações neurológicas em cães e gatos

Da redação

DA REDAÇÃO

28/03/2026 • 16:12 • Atualizado em 28/03/2026 • 16:12

Resista à cara de pidão: cachorro e gato não podem comer chocolates
Resista à cara de pidão: cachorro e gato não podem comer chocolates - Foto: Mariana Al/Pexels

Com a proximidade da Páscoa, o aumento de chocolates circulando dentro de casa acende um alerta vermelho para tutores de animais de estimação . Embora delicioso para os humanos, o alimento representa um perigo real para cães e gatos, que são significativamente mais sensíveis a componentes do cacau. A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar reações graves e colocar a vida do animal em risco.

De acordo com Aline Zoppa, professora de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi (integrante do Ecossistema Ânima), o grande vilão é uma substância chamada teobromina . Trata-se de um composto presente no cacau que o organismo dos animais não consegue metabolizar de forma eficiente. “A teobromina é tóxica para cães e gatos. Dependendo da quantidade ingerida e do porte do animal, pode causar desde sintomas gastrointestinais, como vômitos e diarreia, até alterações cardíacas, tremores e convulsões”, explica a especialista.

Tipos de chocolate e níveis de risco

O grau de perigo varia conforme a concentração de cacau no produto:

Chocolates Amargos: São os mais perigosos devido ao alto teor de cacau e teobromina.

Chocolate ao Leite: Oferece risco considerável, embora em menor intensidade que o amargo.

Filhotes e Pequeno Porte: Nestes casos, qualquer fragmento ingerido já pode desencadear um quadro de intoxicação severa.

Sinais de alerta

Fique atento se o seu pet apresentar os seguintes comportamentos após contato com o doce:

O que fazer em caso de ingestão?

Se houver o consumo acidental, a recomendação é clara: procure atendimento veterinário imediatamente . “O tempo de resposta é fundamental para reduzir os danos. Ao perceber qualquer comportamento diferente, o tutor deve buscar ajuda imediata”, reforça Aline Zoppa. Pequenas mudanças de hábito e vigilância constante garantem que a celebração da Páscoa seja segura para toda a família, incluindo os quatro patas.

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