
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , voltou a afirmar que considera retirar o país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) devido à falta de apoio dos aliados à ação militar contra o Irã.
Em entrevista ao jornal britânicoDaily Telegraph, o republicano descreveu a aliança como um "tigre de papel" e afirmou que a saída dos Estados Unidos do pacto de defesa agora está "além de reconsideração" , citando dúvidas sobre a credibilidade da Otan .
""Sim, eu diria que (está) além de reconsideração", disse Trump ao jornal ao ser questionado se voltaria a avaliar a permanência dos EUA na aliança após o conflito. "Sempre fui imune ao apelo da Otan. Sempre soube que eram um tigre de papel. E (Vladimir) Putin sabe disso também, aliás"."
Nesta terça-feira (31), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, já havia sinalizado a possibilidade de "reexaminar o valor da Otan para o país".
"Se a Otan significa apenas que nós defendemos a Europa quando ela é atacada, enquanto eles nos negam direitos quando precisamos, esse não é um bom arranjo. É difícil continuar engajado assim”, declarou.
O que é a Otan?
Também conhecida como Aliança Atlântica, a Organização do Tratado do Atlântico Norte foi fundada em 1949 e atua como uma aliança de segurança coletiva, com o objetivo de proporcionar defesa mútua caso um de seus membros seja ameaçado por um Estado externo.
As partes concordam que um ataque armado contra um de seus membros será considerado um ataque contra todos. Contudo, o fato de o conflito no Oriente Médio ter sido iniciado pelos EUA tem gerado dúvidas na diplomacia europeia sobre a legalidade da ofensiva e a melhor forma de resposta.
Trump vem ameaçando romper relações com seus parceiros desde o início de seu mandato. A retórica se intensificou após suas ameaças de anexar a Groenlândia e, mais recentemente, com a rejeição dos países europeus à proposta de enviar uma operação militar para garantir a navegação no Estreito de Ormuz .
Países como França e Alemanha tentam evitar um embate direto com Washington , mas indicam que só oferecerão apoio direto na região após o fim do conflito.
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