
Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (11) que a imagem de inteligência artificial que compartilhou no domingo (12), na rede social Truth Social, pretendia mostrá-lo como médico, não como uma figura semelhante a Jesus Cristo.
Na ilustração, o presidente americano aparece com uma túnica branca e um manto vermelho. As mãos de Trump emitiam luzes brilhantes, e sua mão direita tocava a testa de um homem deitado em uma cama, vestindo uma bata hospitalar.
"Não era uma representação disso. Achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos --e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação", afirmou após ser questionado por um repórter.
A ilustração foi publicada sem comentários, menos de uma hora depois de Trump ter criticado o Papa Leão 14 em outra publicação, chamando-o de "fraco no combate ao crime" e "péssimo para a política externa".
Nesta segunda-feira, Trump disse que não irá pedir desculpas ao Papa e voltou a criticar o pontífice.
Em resposta aos comentários, Leão 14 disse que não tem "nenhum medo da administração Trump, nem de falar abertamente a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão aqui".
Na imagem divulgada no domingo, o homem na cama está rodeado por figuras que olham para Trump, incluindo uma pessoa com uniforme médico e um estetoscópio no pescoço, uma mulher em oração e um homem com uniforme camuflado.
O fundo da imagem inclui a Estátua da Liberdade, um edifício semelhante ao Lincoln Memorial, aviões de combate, águias, fogos de artifício e uma bandeira norte-americana tremulando ao vento.
Trump já publicou várias imagens aparentemente geradas por inteligência artificial de si mesmo nas redes sociais, o que por vezes gerou forte reação negativa. Em maio de 2025, após a morte do Papa Francisco , Trump postou uma foto de si mesmo como pontífice.
O Papa, o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos a liderar os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contrário à guerra entre os EUA e Israel contra o Irã , condenando a "violência absurda e desumana" desencadeada pelos combates.
As declarações do Papa ocorrem após uma série de ataques de Trump nas redes sociais. O presidente afirmou que Leão 14 deveria "parar de ceder à esquerda radical" e o classificou como "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa".
Também criticou sua posição sobre o Irã, dizendo: "Não quero um Papa que ache aceitável que o Irã tenha armas nucleares".
"Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão 14 não estaria no Vaticano", escreveu Trump, acrescentando que o pontífice deveria "se concentrar em ser um grande Papa, não um político".
Em declarações posteriores o republicano reforçou o tom crítico, afirmando: "Não acho que ele esteja fazendo um bom trabalho" e descrevendo o líder da Igreja Católica como "muito liberal".
Com Estadão Conteúdo
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