Jornalismo

Trump critica retorno de Jimmy Kimmel e ameaça processar emissora da Disney

ABC havia suspendido o programa de Jimmy Kimmel após declarações do apresentador sobre o assassinato do ativista Charlie Kirk

Da redação

DA REDAÇÃO

24/09/2025 • 12:01 • Atualizado em 24/09/2025 • 12:01

Donald Trump e Jimmy Kimmel
Donald Trump e Jimmy Kimmel - Foto: REUTERS/Al Drago/Carlos Barria

O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , usou as redes sociais nesta quarta-feira (24) para criticar o retorno do programa “Jimmy Kimmel Live” , do apresentador Jimmy Kimmel. Na postagem, o republicano ameaçou processar a ABC, emissora da Disney .

O programa de Jimmy Kimmel havia sido suspenso pela emissora norte-americana na semana passada após declarações do apresentador sobre o assassinato do ativista Charlie Kirk .

"Não acredito que a ABC Fake News devolveu o emprego ao Jimmy Kimmel. A ABC informou à Casa Branca que o programa dele tinha sido cancelado! Algo aconteceu entre aquele momento e agora, porque a audiência dele sumiu, e o seu 'talento' nunca existiu", escreveu Trump na plataforma Truth Social.

“Por que razão iriam querer de volta alguém que tem um desempenho tão fraco, que não tem graça e que coloca a emissora em risco ao transmitir 99% de lixo positivo a favor dos democratas?”, questionou o presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump acusou o apresentador Jimmy Kimmel de ser “mais um braço do DNC (Comitê Nacional Democrata)” e fazer “uma grande contribuição ilegal para a campanha”.

“Acho que vamos testar a ABC nisso. Vamos ver como nos saímos. Da última vez que fui atrás deles, me deram US$ 16 milhões. Este parece ainda mais lucrativo. Um verdadeiro bando de perdedores! Deixem Jimmy Kimmel apodrecer em seus índices de audiência ruins”, finalizou Trump.

Retorno de Jimmy Kimmel

O talk show comandado pelo humorista Jimmy Kimmel voltou ao ar nos Estados Unidos nesta terça-feira, 23, após uma suspensão de uma semana provocada pelas críticas aos comentários do apresentador sobre a morte do ativista conservador Charlie Kirk e as subsequentes ameaças do governo às emissoras, o que, segundo os críticos, representou um freio à liberdade de expressão.

Durante o monólogo de abertura do programa, no qual se esperava que Kimmel falasse sobre o ocorrido, o apresentador mencionou o assassinato de Charlie Kirk e explicou que não estava fazendo piadas com a tragédia.

"Vocês entendem que nunca foi minha intenção zombar do assassinato de um jovem. Não acho que haja nada de engraçado nisso", o apresentador disse. "Eu entendo que, para alguns, isso pareceu inoportuno ou pouco claro, ou talvez ambos, e para aqueles que acham que eu apontei o dedo, eu entendo por que estão chateados."

Kimmel disse que não concorda com a decisão da Disney de cancelar seu programa, mas agradece à empresa por defender seu direito de zombar dos poderosos e por permitir que ele volte ao ar esta noite. "Infelizmente, e acho que injustamente, isso os coloca em risco", acrescenta.

A Disney, dona da ABC, retirou do ar o programa de Kimmel em 17 de setembro, horas depois que o governo de Donald Trump ameaçou cancelar as licenças de transmissão devido a comentários do comediante sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.

Com Estadão Conteúdo

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