Jornalismo

Mais Médicos tem críticas desde 2013; entenda o programa

Programa tinha como objetivo principal garantir atendimento de saúde em regiões com carência de profissionais, como as periferias de grandes cidades e o interior do país.

Da redação

DA REDAÇÃO

13/08/2025 • 21:54 • Atualizado em 13/08/2025 • 21:54

Mais médicos
Mais médicos - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lançado em 2013, durante o governo de Dilma Rousseff , o programa Mais Médicos tinha como objetivo principal garantir atendimento de saúde em regiões com carência de profissionais, como as periferias de grandes cidades e o interior do país.

Na época, o programa gerou polêmica por incluir médicos estrangeiros em seu quadro, em especial os cubanos, que vieram ao Brasil por meio de uma parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Essa iniciativa recebeu críticas de parlamentares e entidades médicas.

Em 2018, após a eleição de Jair Bolsonaro , o governo cubano decidiu encerrar a participação de seus profissionais no programa. Com isso, os médicos de Cuba só poderiam continuar no Brasil se revalidassem seus diplomas, ou seja, passassem por uma prova específica para validar seu curso em território nacional. Posteriormente, o governo Bolsonaro renomeou o programa para "Médicos pelo Brasil".

O Mais Médicos foi relançado em 2023 com 28 mil e vagas para atender 4.547 municípios, incluindo saúde indígena e prisional, beneficiando 73 milhões de brasileiros.

O programa prioriza a contratação de médicos brasileiros com registro no CRM, brasileiros formados no exterior e, por fim, estrangeiros com a devida habilitação.

EUA criticam programa

Na quarta-feira (13), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou o programa Mais Médicos e afirmou que o governo americano revogou vistos de servidores brasileiros que tiveram relação com o programa.

Em publicação no X (antigo Twitter), Rubio afirmou que o Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de "missões médicas" estrangeiras".

"O Departamento de Estado também está tomando medidas para revogar vistos e impor restrições de visto a vários funcionários do governo brasileiro e ex-funcionários da OPAS cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano. O Mais Médicos foi um golpe diplomático inconcebível de "missões médicas" estrangeiras", disse.

Em nota, o governo americano confirma a revogação dos vistos de Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, que eram do Ministério da Saúde na época do Mais Médicos.

“O Departamento revogou os vistos de Mozart, Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, ambos que trabalharam no Ministério da Saúde do Brasil durante o programa Mais Médicos e desempenharam um papel no planejamento e na implementação do programa. Nossa ação envia uma mensagem inequívoca de que os Estados Unidos promovem a responsabilização daqueles que viabilizam o esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano".

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