Jornalismo

Papa Francisco se preocupou com as periferias e buscou diálogo, diz arcebispo de SP

Dom Odilo agradeceu pela vida, exemplo e testemunho de papa Francisco que, para ele, ficará marcado na história da Igreja Católica

da redação

DA REDAÇÃO

21/04/2025 • 14:57 • Atualizado em 21/04/2025 • 14:57

O cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, declarou, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (21) que o papa Francisco se preocupou com as periferias do mundo e tornou a igreja mais missionária.

“O papa francisco se preocupou com as periferias do mundo, periferias sociais, geográficas, econômicas. Periferias dentro da igreja, com aqueles que estão mais distantes, mais afastados e sempre com este apelo de ir ao encontro, de buscar o diálogo”, afirmou dom Odilo.

Segundo ele, Francisco falou muito sobre a igreja ouvir as dores e as queixas das pessoas em relação à própria igreja.

“Damos hoje graças a Deus pela vida dele, pelo exemplo e testemunho dele que certamente ficará marcado na igreja. É como ele gostava de dizer: ‘Na igreja, importa o processo do caminhar muito mais que eventos que têm começo, meio e fim ali mesmo. Desencadear processo que, ao longo do tempo, vão produzir efeitos e seus frutos’. Foi o que ele procurou fazer”, acrescentou o arcebispo de São Paulo.

“Seu exemplo de firmeza, na afirmação dos princípios, na abertura ao diálogo com todos, sem excluir ninguém, fica como exemplo daquilo que precisaria acontecer muito mais em toda a sociedade”

Papa Francisco morreu aos 88 anos

O papa Francisco morreu, segundo comunicado do Vaticano divulgado nesta segunda-feira (21). "Esta manhã, às 7h35 (2h35 em Brasília), o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai" , anunciou o Cardeal Kevin Farrell em um comunicado publicado pelo Vaticano em seu canal do Telegram.

Francisco não participou de nenhum dos ritos da Semana Santa, pois continua se recuperando após passar 38 dias no hospital com pneumonia bilateral e receber alta em 23 de março.

Francisco foi o primeiro papa da América Latina, o primeiro jesuíta à frente da Igreja Católica. E nunca antes um líder da Igreja escolhera este nome tão programático, porque evoca Francisco de Assis (1182-1226).

Francisco de Assis, filho de um comerciante que renunciou a todas as riquezas, seguiu o chamado de Jesus por uma vida na pobreza radical e fundou a ordem franciscana com este espírito. O nome papal Francisco não soa como o esplendor dos palácios do Vaticano, não lembra um chefe da Igreja e de Estado.

O argentino Jorge Mario Bergoglio, eleito papa em 2013, não escolheu esse nome sem motivo: como nenhum Santo Padre antes dele, defendeu os refugiados e os sem-teto e lutou pela proteção da Criação e do clima. Com isso, impressionou o mundo. Nos últimos tempos vinha sofrendo visivelmente com a diminuição de suas forças.

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