
A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que a Faixa de Gaza é o lugar onde há mais fome no mundo. Além dos bombardeios diários de Israel, o bloqueio aos caminhões de ajuda humanitária continuam e praticamente dois milhões de palestinos correm o risco de morrer por falta de comida.
A cada raríssimo caminhão com ajuda humanitária autorizado a entrar no território palestino, cenas de desespero e caos se repetem. Na luta por uma caixa com poucos alimentos, 20 pessoas já morreram pisoteadas ou por disparos feitos pelo exército israelense, responsável pela distribuição de comida com empresas privadas americanas.
A entrada dos caminhões atrasou ainda mais nesta sexta-feira (30). Grupos de extrema-direita israelenses bloquearam a passagem na fronteira, em Kerem Shalom. Deixar Gaza sem comida, segundo eles, é uma forma de pressionar o Hamas para que libertem os reféns israelenses.
O acordo proposto pelos Estados Unidos ainda depende do, sim, do Hamas para sair do papel - Israel já deu o sinal verde. A proposta prevê 60 dias de cessar-fogo, a libertação de 28 reféns vivos e mortos, a soltura de presos palestinos e a retomada do socorro humanitário pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Nesta sexta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, ameaçou Israel com sanções. As críticas e protestos pela situação dos palestinos correm o mundo. Países árabes saíram às ruas.
O massacre de crianças palestinas também gera debates acalorados, como um que ocorreu entre o conhecido jornalista britânico Piers Morgan e a embaixadora israelense no Reino Unido.
Em Brasília, o senador Omar Aziz, que é filho de palestinos, também se manifestou.
Os ataques e bombardeios continuam. Nas últimas 24 horas foram pelo menos 11 mortes de civis.
Nestes mais de 600 dias de massacres são 54 mil mortes e uma legião de feridos. Muitos precisam ser retirados com urgência de Gaza para ter uma esperança de vida.
Não é uma imagem fácil de se ver. Esse grupo de bebês e crianças sofreu queimaduras gravíssimas. Os médicos apelam: resgatados nas próximas horas, ou morrem por falta de tratamento.
“O que essas crianças fizeram de errado para serem machucadas desse jeito? Só posso pedir a deus para salvá-los”, suplicou o pai de um dos bebês.
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