Em meio aos bombardeios diários e novos massacres na Faixa de Gaza, Israel apresentou uma proposta polêmica: deslocar 600 mil palestinos para a fronteira com o Egito. Um relatório da ONU classifica a situação no território palestino como "apocalíptica" e um dos "genocídios mais cruéis da história moderna".
Ainda era madrugada quando uma escola no campo de refugiados de Bureij, que servia como abrigo para crianças sem lar, foi atingida por mísseis israelenses. O número de vítimas é desconhecido. Em 24 horas, pelo menos 52 pessoas foram vítimas de massacres no território palestino.
Israel disse ter matado um comandante da unidade de elite do Hamas, acusado de liderar os ataques em outubro de 2023.
Já o grupo palestino disse ter atingido um blindado israelense com um míssil, matando cinco soldados e deixando 14 feridos.
Deslocamento de palestinos para o Egito
No meio do caos e da destruição, surge uma proposta polêmica: Israel quer deslocar 600 mil palestinos para uma espécie de "cidade humanitária" sobre as ruínas da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.
Órgãos humanitários dizem que não há liberdade alguma de escolha quando o que resta às pessoas são escombros, fome e bombardeios diários.
No Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, a relatora especial para Territórios Palestinos disse que a situação na região é apocalíptica e um dos genocídios mais cruéis da história moderna.
Diante do caos, a esperança de um cessar-fogo persiste. Já são 3 dias de negociações em Doha, no Qatar. Uma delegação americana está a caminho para tentar destravar as conversas. Na visão do premiê israelense Benjamin Netanyahu, um sucesso no acordo pode dar a Donald Trump o Nobel da Paz.
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