A dificuldade do Brasil de diminuir o rombo nas contas públicas fez agência de classificação de risco Moody's rebaixar a perspectiva da nota do país . O governo ainda não detalhou onde serão feitos os cortes de gastos anunciados semana passada.
A agência Moodys mudou a perspectiva de nota do Brasil de positiva para estável, citando o agravamento acentuado da capacidade de pagamento da dívida. Apesar disso, a agencia reafirmou a diversificação da economia brasileira e a baixa vulnerabilidade a choques externos"
Técnicos do Ministério da Fazenda buscam uma fórmula para equilibrar receitas e despesas, e conseguir cumprir a meta fiscal deste ano.
O problema é que essa conta não está fechando. Apesar da receita ter melhorado, as despesas ainda são maiores. O governo precisa ter em caixa cerca de R$ 50 bilhões a mais para chegar ao equilíbrio fiscal. Desse total, R$ 31 bilhões virão do contingenciamento de recursos do orçamento.
Os ministérios terão um congelamento de R$ 24 bilhões e o restante virá do bloqueio de emendas parlamentares. Os setores exatos e os projetos afetados ainda não foram divulgados. Além disso, o governo irá resgatar cerca de R$ 1,5 bilhão em recursos aplicados em fundos privados. Esse dinheiro vai cobrir a desistência de cobrar o IOF de fundos nacionais que investem no exterior.
O impasse sobre o aumento do imposto continua. A tendência é que o Congresso derrube a medida, caso a Fazenda não apresente uma alternativa até 10 de junho.
Na discussão sobre a reforma administrativa na Câmara, deputados estudam propor a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo, além do fim dos pisos para as despesas com saúde e educação.
Para economistas, é preciso combater a origem do problema, gastando menos e melhor.
“Tem que trabalhar um pouco o lado dos gastos obrigatórios, que são estruturais, como a previdência, como as questões ligadas à saúde também, a ineficiência com relação a isso. Então não tem a dúvida de que medidas estruturais a gente não está vendo a proposta, só está vendo coisas pontuais que podem, de fato, ter um problema daqui para frente”, explica o economista César Bergo.
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