Duas liminares, em um intervalo de 24 horas, ampliaram o caos e as incertezas na política tarifária dos Estados Unidos. Um tribunal federal de apelações anulou, nesta quinta-feira (29), a decisão que havia jogado por terra dois tarifaços anunciados - e celebrados - por Donald Trump.
Com isso, continuam valendo as chamadas “tarifas recíprocas”, que aplicam 10% de imposto sobre importações de quase todos os países, incluindo o Brasil. E as taxas que afetam produtos importados do México, Canadá e China, acusados pelo governo Trump de afrouxar o combate à imigração ilegal e ao tráfico de fentanil.
Na noite desta quarta-feira, o tarifaço tinha sido suspenso, depois que um tribunal de comércio entendeu que o assunto cabe ao Congresso e não ao presidente. No recurso, a Casa Branca alegou que a anulação dos decretos causaria um cenário de desastre na política externa.
O vai e vem de anúncios sobre as taxações tem sido marca na gestão Trump. Além de incertezas mundo afora, as medidas causaram debates até mesmo internos. Um dos principais critérios está de saída do governo.
Elon Musk deixará a chefia do departamento responsável por enxugar a máquina pública. Contratado como funcionário especial, ele só pode ficar no governo 130 dias por ano - prazo que acaba nesta sexta-feira.
Nesse período, o empresário promoveu demissões em massa de funcionários públicos e teve acesso a reuniões e informações confidenciais. Mas viu as vendas de carros de sua montadora Tesla despencaram em todo mundo.
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