Líderes dos países que formam a OTAN, a aliança militar do Ocidente, decidiram atender a Donald Trump: vão elevar os investimentos em defesa nos próximos dez anos.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, montou todo o encontro em torno de Donald Trump. E os europeus cederam: prometeram aumentar os gastos com defesa de 2% para até 5% do PIB mais até que os americanos.
Um gesto raro, e estratégico, para tentar manter os americanos comprometidos com a aliança militar. No passado, Trump criticou os aliados e ameaçou sair da OTAN que, segundo ele, depende muito do dinheiro dos Estados Unidos.
A cúpula em Haia, na Holanda, visa ratificar esse novo acordo, mas nem todos concordam.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, disse que seu país terá uma espécie de “isenção”. Manterá os compromissos com a aliança, mas não aumentará o gasto com defesa. Em 2024, os espanhóis investiram 1,28% do PIB no setor – o menor percentual entre os membros.
Durante a viagem para a Holanda, Trump criticou a rejeição da Espanha e disse que o país está sendo injusto com os demais aliados da Otan. Resta saber se Trump vai assinar a declaração final da aliança.
A Otan vive um momento de teste em um mundo instável e mais bélico. A Europa quer mostrar mais autonomia e menos dependência de Washington, mas torcendo para Trump não virar as costas.
Hoje, há mais de 100 mil soldados americanos na Europa. Mas isso pode mudar: Trump já ameaçou deslocar tropas do velho continente para a Ásia.
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