O conflito entre Israel e Irã deve dominar a pauta da cúpula do G7, no Canadá - o encontro dos países mais desenvolvidos que começou nesta segunda-feira (16). As potências estão divididas, o que dificulta uma saída diplomática. Mas há uma esperança de um possível acordo mediado pelos Estados Unidos.
Segundo o Wall Street Journal, o Irã estaria disposto a negociações indiretas com os Estados Unidos para um acordo de trégua. A condição é a Casa Branca não fornecer a Israel uma arma que só ela tem, um míssil capaz de atingir alvos a 60 metros de profundidade, que poderia acabar com as usinas iranianas, construídas debaixo das montanhas.
Imagens de satélite mostram o antes e depois das usinas nucleares iranianas. Em uma reunião de emergência na Áustria, a Agência da ONU que monitora a atividade atômica no mundo disse que os níveis de radiação nesses locais continuam normais.
De acordo com a imprensa americana, Donald Trump não assinará a declaração conjunta, ao final da Cúpula no Canadá, na terça-feira (17). Mas o republicano deu um novo ultimato ao Irã, para que retome as conversas por um acordo nuclear antes que seja tarde demais .
O que começou como um ataque israelense às instalações nucleares iranianas, se transformou numa série de retaliações e ameaças com impactos para o mundo todo.
Impactos econômicos
Um dos impactos é econômico. Desde o começo do conflito, o preço do barril de petróleo subiu mais de 10%, e um eventual fechamento do Estreito de Ormuz pode inflacionar ainda mais o produto.
Controlada pelo Irã, a rota marítima é a única saída do Golfo Pérsico, e por ela passam 20% do petróleo consumido no mundo.
O combustível mais caro inflacionaria toda a cadeia de consumo. Cortes de juros seriam postergados nos Estados Unidos na Europa. E a China poderia ser forçada a intervir, já que depende do petróleo iraniano para a sua estabilidade energética.
Enquanto o ocidente defende que o Irã não pode ter arsenal nuclear, aliados de Teerã, como Turquia, condenam os ataques de Israel. Já a Rússia, envolvida em uma guerra há mais de três anos com a Ucrânia, se colocou à disposição para mediar a tensão e até armazenar o urânio produzido no país persa.
A Europa teme não só o impacto econômico, mas também uma nova crise migratória e a instabilidade em países parceiros, como o Líbano, Jordânia e Egito.
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