
A agência estatal iraniana Tasnim confirmou, neste sábado (4), uma flexibilização parcial do bloqueio no Estreito de Ormuz , uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo . Após semanas de fechamento quase total que desestabilizaram o mercado global de energia, o governo do Irã autorizou a passagem de navios, desde que transportem exclusivamente itens essenciais e ajuda humanitária.
A flexibilização para cargas humanitárias é uma tentativa de Teerã de aliviar a pressão internacional e evitar sanções ainda mais severas da ONU, sem abrir mão do controle militar sobre a região. A medida ocorre em um momento de tensão máxima no Oriente Médio, após o agravamento do conflito armado envolvendo potências ocidentais e o regime iraniano. Nos últimos dias, o Irã abateu pelo menos dois caças norte-americanos e um piloto está desaparecido.
De acordo com a agência Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã vai monitorar o tráfego naval no Estreito de Ormuz. Por lá, poderão passar navios que transportam alimentos e commodities básicas, insumos agrícolas e ração animal e suprimentos médicos e hospitalares.
Apesar da abertura, o Irã foi enfático ao manter o veto total a qualquer embarcação de bandeira ou propriedade dos Estados Unidos e de Israel . O governo classificou essas nações como "hostis" e afirmou que a segurança dessas tripulações não será garantida na região.
Impacto na economia global e no petróleo
O Estreito de Ormuz é o principal "gargalo" do petróleo mundia l. Por ele, passa cerca de 20% do consumo global de óleo. Desde o fechamento em fevereiro, o tráfego caiu drasticamente, saltando de uma média de 130 navios diários para apenas 20 , o que causou uma disparada nos preços do barril de petróleo e do gás natural.
Com informações de agências internacionais
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