Jornalismo

Governo inclui 25 marcas de azeite na lista de proibidos para consumo; veja

Nesta semana, o Ministério da Agricultura divulgou mais uma lista de produtos apreendidos em operações de fiscalização

Da redação

DA REDAÇÃO

14/11/2025 • 04:39 • Atualizado em 14/11/2025 • 04:39

Azeite
Azeite - Foto: Freepik

O azeite de oliva é um dos produtos do agronegócio mais falsificados do país. Em 2025, o governo já incluiu 25 marcas de azeite na lista de proibidos para o consumo. A maioria era vendida como azeite, mas se tratavam de misturas de óleos vegetais.

Nesta semana, o Ministério da Agricultura divulgou mais uma lista de produtos apreendidos em operações de fiscalização - e que estão impróprios para o consumo. Nos recipientes, apesar dos rótulos informarem que se tratava de azeite de oliva e azeite extravirgem, na verdade, havia mistura de óleos vegetais de diversas origens.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), todas as amostras coletadas foram analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA), que confirmaram a presença de óleos vegetais de outras espécies na composição, o que caracteriza fraude.

Com base nos resultados laboratoriais, os azeites foram desclassificados e tiveram o recolhimento determinado. A ação integra as operações permanentes da Secretaria voltadas a coibir fraudes e garantir a segurança alimentar no mercado nacional de azeites de oliva.

Veja algumas marcas de azeite que já foram proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Mapa:

Na lista divulgada nesta semana, estão as marcas de azeite:

Aos consumidores, o Ministério orienta interromper imediatamente o uso dos produtos e solicitar a substituição, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda desses produtos podem ser registradas no canal oficial Fala.BR.

Dicas para comprar azeite

O azeite está entre os produtos alimentares mais fraudados do mundo. Para evitar ser enganado na hora da compra, o Mapa sugere alguns cuidados:

Além disso, é possível contribuir denunciando rótulos enganosos. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), por exemplo, realiza análises e denúncias de produtos com informações falsas ou abusivas. Também é possível denunciar ao Procon.

O Ministério da Agricultura esclareceu que existem duas marcas de azeites chamadas Alonso, mas de empresas diferentes. A de origem chilena e exportada pela Agrícola Pobena S.A, que é regular. A empresa proibida pelo governo é representada pela Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., que tem origem desconhecida.

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