O tabagismo não é um problema novo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o mundo conta com 1,1 bilhão de fumantes e cerca de 8,2 milhões de pessoas morrem por ano por causa do cigarro – 7 milhões pelo uso direto e 1,2 milhão da exposição ao fumo passivo.
A luta para quem quer largar o vício não é fácil e muitos brasileiros recorrem à internet para pedir ajuda. É o que mostra a Sala Digital, parceria da Band com o Google. Desde 2004, o interesse de buscas pela pergunta “Como parar de fumar?” é elevado e constante.
No Melhor da Tarde , com Catia Fonseca, a cardiologista Jaqueline Scholz, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor FMUSP (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), trouxe dicas de como interromper o uso do cigarro.
“Independência não é só remédio. Parar de fumar é um desafio que envolve três pilares", afirma. “O primeiro é o emocional. Todo o indivíduo que consome fala que fuma mais quando está nervoso, chateado ou angustiado e o medicamento exclusivo contra o cigarro não tem a capacidade que a nicotina tem de dar um aconchego ao fumante. É preciso avaliar o paciente e tratar essa ansiedade.”
Fumar restrito: o fumante de castigo
O segundo pilar, de acordo com Jaqueline, é comportamental. “Tem pacientes que fumam do momento que acordam até quando vão dormir. No Incor, desde 2015 inovamos com a técnica do fumar restrito. Ao invés de eu pedir do paciente se abster de fazer algo que lembre o cigarro, que pode ser qualquer coisa, que ele fume, mas se retire do local em que está, se isole e fume de pé, olhando para a parede. É colocar de castigo mesmo. Você afasta os gatilhos e o caráter social do tabagismo e restringe o uso à dependência química. Isso reduz o consumo entre 30% e 50%.”
O terceiro e último pilar passa pelo uso de Medicação. “Utilizamos medicamento antitabagismo poderosos para reduzir os sintomas de abstinência, especialmente a forte vontade de fumar. Esses medicamentos também bloqueiam os estímulos de prazer associados ao ato de fumar, diminuindo assim as chances de recaída.”
À espera de um milagre?
No Google, brasileiros buscam diferentes formas de largar o vício do cigarro. De um lado, os métodos mais tradicionais, como “remédio”, “adesivos”, “chiclete” e até “chá”. Do outro, as aflições se revelam, com termos como “simpatia”, “oração” e até “hipnose” se destacando na pesquisa “para parar de fumar".
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