
O interesse de busca por psicólogo(a) no Único de Saúde (SUS) mais do que dobrou na última década. Conforme dadods do Google Trends , o índice está mais de 10% acima do observado no ano passado. O termo "psicólogo" já é o terceiro mais associado a pesquisas que começam com "Como conseguir… pelo SUS".
O comportamento digital reflete uma necessidade crescente da população, que busca no sistema público um amparo para o sofrimento psíquico.
A Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, usou os dados do Google Trends e responde a algumas das principais perguntas feitas pelos brasileiros na plataforma de busca sobre psicólogo no SUS e pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Como conseguir psicólogo pelo SUS?
O acesso ao psicólogo pelo SUS começa na Unidade Básica de Saúde (UBS), o popular posto de saúde. O primeiro passo do paciente é marcar uma consulta com um clínico geral para relatar suas queixas e solicitar o encaminhamento. Com o pedido em mãos, o agendamento pode ser feito na própria UBS, se houver um profissional de saúde mental disponível.
Para casos considerados de sofrimento moderado a grave, o médico da UBS pode encaminhar o paciente para um CAPS. O usuário também pode buscar acolhimento diretamente em uma unidade do CAPS, que possui horários específicos para triagem de novos pacientes.
Psicólogo do SUS é bom? Qual o papel do psicólogo no SUS?
O papel do psicólogo no SUS transcende o consultório. A atuação desses profissionais é guiada pelos princípios de universalidade e integralidade, buscando entender o indivíduo dentro de seu contexto social e comunitário.
Psicólogos realizam visitas domiciliares, organizam grupos terapêuticos e oficinas, e atuam de forma integrada com escolas e centros de assistência social (CRAS).
O profissional busca compreender como questões sociais, como pobreza e desigualdade, se manifestam como sofrimento psíquico, atuando não apenas na queixa individual, mas nas causas estruturais que a geram.
CAPS, como funciona?
O tratamento no CAPS não se resume a consultas. Ele inclui a participação em oficinas, grupos terapêuticos, atividades comunitárias e o acompanhamento contínuo por um profissional de referência, que guia o paciente durante todo o processo. O acesso pode ocorrer por encaminhamento de uma UBS ou pela busca direta do cidadão à unidade.
Quem pode ser atendido no CAPS?
O atendimento no CAPS é destinado a pessoas que apresentam sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes. Isso inclui adultos, crianças e adolescentes cuja condição de saúde mental demanda um cuidado mais intensivo do que o oferecido nos postos de saúde.
A rede também acolhe de forma especializada os cidadãos com transtornos decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas. O serviço busca, prioritariamente, atender quem precisa de um suporte contínuo para sua reinserção social.
Quais são os tipos de CAPS?
A rede é organizada em diferentes modalidades para atender a perfis distintos de pacientes. Os CAPS I e II são voltados para o atendimento de todas as faixas etárias com transtornos mentais graves, diferenciando-se pelo porte e pela abrangência populacional.
Para um cuidado ininterrupto, o CAPS III funciona 24 horas por dia, oferecendo acolhimento noturno para pacientes em crise. Existem ainda as unidades especializadas: o CAPS i, para crianças e adolescentes, e o CAPS ad (Álcool e Drogas), focado em usuários de substâncias psicoativas, que também possui uma versão com funcionamento 24 horas, o CAPS ad III.
CAPS tem psiquiatra?
Sim, o psiquiatra é uma peça fundamental na equipe do CAPS. Ele atua de forma integrada a outros profissionais, como psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, compondo a equipe multidisciplinar que caracteriza o serviço.
O papel do psiquiatra envolve o diagnóstico, a prescrição e o acompanhamento medicamentoso, sempre em articulação com as outras frentes do projeto terapêutico do paciente.
Como se internar no CAPS?
O CAPS trabalha com a lógica do cuidado em liberdade, por isso não realiza internações nos moldes de um hospital psiquiátrico tradicional. A sua filosofia é justamente evitar o isolamento do paciente e fortalecer seus laços com a comunidade.
O que existe, em unidades específicas como o CAPS III e o CAPS ad III, é o serviço de acolhimento noturno. Trata-se de uma permanência de curta duração para pessoas em crise, definida pela equipe de referência como parte estratégica do tratamento, visando à estabilização do quadro sem a necessidade de uma internação hospitalar.
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