Uma colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), na região do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, deixou ao menos seis pessoas mortas.
Em entrevista à BandNews TV , o perito aeronáutico Daniel Calazans analisou as c ircunstâncias do acidente e destacou que choques no ar envolvendo esse tipo de aeronave são extremamente incomuns na aviação.
"“A linha é complicada porque existem vários dispositivos para evitar colisão. Colisão é uma ocorrência gravíssima, por isso nós temos vários mecanismos para evitar”, afirmou o especialista."
Calazans explicou que a investigação realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA ) deve se concentrar em uma cadeia de fatores, que vão desde falhas de comunicação até a visibilidade no momento do impacto.
A área do acidente foi isolada para o trabalho dos bombeiros e dos investigadores, que buscam coletar os destroços e os componentes eletrônicos dos helicópteros para determinar o que causou a tragédia.
O acidente
Duas aeronaves caíram na Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes , na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). O Corpo de Bombeiros informa que o acionamento da corporação foi feito por volta das 8h59.
O acidente aconteceu próximo ao Centro de Futebol Zico (CFZ). Em nota enviada à Band, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro confirmou ao menos seis mortes no local.
“Novas informações serão divulgadas assim que houver atualização do cenário operacional”, informou a corporação em nota.
As aeronaves caíram em um estacionando e atingiram ao menos 20 veículos. Cerca de 45 militares atuam no local. Ainda não se sabe a causa do acidente.
Militares do Destacamento de Bombeiros Militar (DBM) do Recreio dos Bandeirantes foram deslocados para o local, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Operações Aéreas e Especiais (GOEsp).
Em vídeo enviado por um ouvinte da Rádio BandNews FM Rio, é possível ver uma coluna de fumaça no local.
O que diz a FAB
“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, neste domingo (14/06), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ). Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”.
Aeronaves estavam regulares
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que as duas aeronaves envolvidas no acidente pertencem a proprietários particulares e estavam com a situação regular para operação.
Um dos helicópteros é o Bell 206B de matrícula PP-MAC, fabricado em 1999 . A aeronave foi adquirida pela empresa Turfik Comércio de Frutas Ltda. em outubro de 2024 e tem capacidade para transportar um piloto e quatro passageiros.
O outro helicóptero é um Eurocopter AS350 B2, conhecido como "Esquilo", de matrícula PR-DJJ. Fabricado em 2012, o modelo pertence ao empresário Maurício da Cunha e Silva Espíndola Dias desde 2021. A aeronave comporta um piloto e cinco passageiros. Até a última atualização, não havia confirmação sobre quem estava a bordo no momento da colisão.
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