O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manterá uma relação de "lealdade" com o ex-presidente Jair Bolsonaro , mas rechaçou a ideia de que ele seria um presidente "submetido" ou "pau mandado". A declaração foi uma resposta a questionamentos sobre a autonomia de Tarcísio em relação ao seu padrinho político , levantados durante o programa Canal Livre .
A jornalista Mônica Bergamo apontou uma preocupação de empresários e políticos de que Tarcísio, por depender da bênção de Bolsonaro para se candidatar , teria que "pedir continência" constantemente ao ex-presidente . Como exemplo, ela citou o episódio em que Tarcísio, pressionado, chamou o ministro Alexandre de Moraes de "ditador" em um ato na Avenida Paulista , algo que nunca havia feito antes.
Nogueira rebateu a crítica, fazendo uma distinção clara entre lealdade e subordinação. "Eu não considero que ele vá bater continência. Ele vai ser leal. Ele deve a sua carreira política ao presidente Bolsonaro e jamais pode traí-lo" , afirmou, alertando que uma traição resultaria no mesmo destino político de João Doria.
"Tarcísio trair Bolsonaro, isso não existe" , garantiu.
No entanto, o senador usou a atual gestão de Tarcísio em São Paulo como prova de sua independência.
"Um exemplo clássico é o governo de São Paulo. Tem essa batida de continência? Não tem. Ele tem tocado o governo aqui de forma independente e se transformou num exemplo para o país" , argumentou Nogueira.
Para o presidente do Progressistas, a dinâmica está clara: Tarcísio só será candidato com o apoio de Bolsonaro, mas, uma vez no poder, governará com autonomia. "Ele sempre vai ser leal ao Bolsonaro, mas jamais vai ser subordinado ou pau mandado. Disso pode ter toda a certeza" , finalizou.
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