
Em uma crítica direta aos conflitos internos no campo da direita, o senador e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira (PI), fez um apelo pela união do grupo e alertou para o risco de repetir os erros que, segundo ele, levaram à derrota na eleição presidencial de 2022.
Em entrevista ao programa "Canal Livre", o ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro afirmou que a eleição passada "estava ganha" e foi "jogada fora".
Questionado sobre sua impaciência com as disputas entre lideranças da direita, Nogueira relembrou a polêmica frase que proferiu recentemente. "Eu me referia à [eleição] passada, por erros. Nós jogamos aquela eleição fora", declarou.
Para ilustrar os "erros" que custaram a vitória, o senador citou, sem nomeá-los diretamente, dois episódios de grande repercussão na reta final da campanha de 2022. "Pô, uma mulher correndo atrás de uma pessoa com revólver na mão", disse ele, em clara alusão à então deputada Carla Zambelli (PL-SP). Em seguida, completou: "O outro jogando uma bomba em cima de policiais, um doido", referindo-se ao ex-deputado Roberto Jefferson.
O senador usou o exemplo do passado para fazer um alerta sobre o cenário atual. "Não podemos jogar outra eleição ganha fora", enfatizou, conectando a derrota anterior às "brigas" de agora.
Para Ciro Nogueira, a oposição precisa focar no que ele define como o verdadeiro adversário. "O adversário do Eduardo [Leite] não é o Tarcísio [de Freitas], eu não sou o adversário do [Ronaldo] Caiado", afirmou, citando três governadores cotados como possíveis candidatos da direita.
"O nosso adversário é o Lula, é o PT, é a esquerda, é o atraso que esse governo tem trazido ao nosso país", concluiu. A declaração serve como um chamado à coesão, em um momento em que diferentes nomes da direita buscam se posicionar para as futuras disputas eleitorais.
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