
Em menos de 24 horas, seis mulheres foram assassinadas por atuais ou ex-companheiros em diferentes cidades no Rio Grande do Sul.
Em Feliz, na Serra Gaúcha, a madrugada começou com um ataque violento. Raíssa Muler, de 21 anos, foi assassinada a facadas dentro de casa pelo ex-namorado. Ela estava dormindo com o novo companheiro, de 24 anos, que também foi morto. O criminoso foi preso em flagrante.
Horas depois, em Parobé, no Vale do Paranhana, mais uma mulher foi morta a facadas. Caroline Machado Dorneles, de 25 anos, estava grávida e foi atacada pelo atual companheiro. Vizinhos escutaram os gritos e chamaram a polícia, mas quando os agentes chegaram, Caroline já estava sem vida. O homem fugiu e segue foragido.
À tarde, em Viamão, Patrícia Viviane de Azevedo, técnica de enfermagem de 50 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro. Ele não aceitava o fim do relacionamento e armou uma emboscada. Nas redes sociais, a filha pediu justiça e disse que a mãe já vinha sendo ameaçada. O suspeito ainda não foi localizado.
No mesmo horário, a cena se repetiu em Bento Gonçalves. Jane Cristina Montiel Gobatto, de 54 anos, foi morta a facadas pelo companheiro dentro de casa. O casal tinha histórico de brigas e vizinhos relataram discussões frequentes. O suspeito, de 64 anos, foi preso no local com a arma do crime ao lado do corpo.
Em São Gabriel, no centro do estado, o crime foi ainda mais chocante. Juliana Proença, de 47 anos, foi morta a facadas pelo atual companheiro na frente da filha de seis anos. O autor foi preso em flagrante e a criança está sob cuidados da família. Segundo testemunhas, ele já havia demonstrado comportamento agressivo.
O último crime foi em Santa Cruz do Sul. Simone Andrea Meinhardt, de 48 anos, foi morta com golpes de facão na cabeça pelo atual namorado. Ele era conhecido por ser controlador e ciumento. O homem foi encontrado ferido e está internado sob escolta policial.
Seis crimes com marcas muito parecidas. Relacionamentos abusivos, ciúmes doentios, ameaças ignoradas e a ausência de proteção efetiva às vítimas. Nenhuma das mulheres tinha medida protetiva contra os agressores.
Com o impacto da série de feminicídios, a polícia civil do Rio Grande do Sul anunciou a ampliação dos pedidos de medidas protetivas pela internet. Assim como os boletins de ocorrência online, agora também será possível solicitar uma medida protetiva sem precisar sair de casa. A mudança já entra em vigor nesta semana.
Entre os seis autores, três estão presos, um está internado e dois continuam foragidos.
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