
Bandidos em saída temporária voltam a atacar nas ruas. Em um dos casos, o criminoso roubou, atirou contra duas pessoas e acabou morto.
Romildo Alves Pimenta tinha 52 anos e foi morto em São Paulo. Antes de morrer, ele atirou contra um morador da comunidade, que segue internado, e contra um guarda civil, que não foi atingido por muito pouco.
Mas Romildo não devia estar ali. Ele era um detento do sistema penitenciário paulista, mais exatamente do Complexo Campinas Hortolândia no interior de São Paulo. Um condenado da justiça. A descrição do crime de 2021 se encaixa exatamente no que fez na Avenida do Estado antes de atirar no rapaz e no guarda.
Romildo cumpriu apenas dois anos e meio de cadeia e escreveu uma carta à justiça. Ele pediu livramento condicional "porque depois de vários boletins de ocorrência por faltas graves nas cadeias por onde passou, inclusive com fuga e tentativa de fuga, ele atingiu 12 meses sem registro de falta disciplinar".
Em setembro de 2024, o juiz Wendel Lopes Barbosa de souza concedeu a progressão ao regime aberto. O juiz argumentou que a secretaria de administração penitenciária não tem estrutura para fazer o exame criminológico obrigatório e por isso libertou Romildo sem avaliação psicológica.
Menos de 24 horas depois da morte de Romildo em São Paulo, um homem invadiu uma lanchonete e fez uma idosa de 73 anos refém com a faca no pescoço. O bandido também é um detento, mandado para rua pela nossa justiça. Ele havia acabado de receber a saída temporária para o feriado de Corpus Christi e foi direto para rua atacar.
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