Brasil Urgente

Italiano suspeito de manter mulher em cárcere tem prisão convertida em preventiva

Estrangeiro foi preso na casa onde vivia, no Campo Belo, área nobre da Zona Sul de São Paulo. Uma das vítimas, em um descuido do italiano, conseguiu escapar, procurou a polícia e fez a denúncia

CARLA RAMIL

02/06/2025 • 21:20 • Atualizado em 02/06/2025 • 21:20

O italiano Andrea da Silva Ciaccio, de 52 anos, passou por audiência de custódia no último sábado (30) e a Justiça converteu a prisão em flagrante, em preventiva. Ele vai ser investigado por violência doméstica contra duas mulheres que foram mantidas em cárcere privado durante três meses e submetidas a sessões diárias de tortura física, psicológica e sexual.

O estrangeiro foi preso na casa onde vivia, no bairro Campo Belo, área nobre da Zona Sul de São Paulo . Uma das vítimas, em um descuido do italiano, conseguiu escapar, procurou a polícia e fez a denúncia.

Os agentes rapidamente se deslocaram para o endereço, quando chegaram à residência, encontraram outra mulher, muito ferida, com diversos hematomas e sangramentos, trancada em um dos quartos, no andar superior do sobrado. Ela foi resgatada e levada à 2ª delegacia de defesa da mulher para prestar depoimento.

“Conversando com essa mulher, ela disse que estava sendo mantida em cárcere privado há cerca de três meses, onde ela era constantemente agredida fisicamente, psicologicamente e também vítima de agressões sexuais. Ela era dopada por esse indivíduo, que enquanto ela estava dopada, ele praticava atos sexuais com ela, sem o consentimento dela”, declarou a delegada Nádia Aluz.

O Brasil Urgente mostrou ao vivo o momento em que o homem resistiu à ordem de prisão em flagrante e tentou fugir pelo quintal, em reforma, mas foi cercado pelos policiais.

Segundo as investigações, que estão apenas no início, o italiano atraia as mulheres por aplicativos de relacionamento, enviava vídeos onde praticava artes marciais e se fazia de bom moço. Mas quando as vítimas chegavam para o encontro, eram capturadas e feitas reféns.

“Havia uma violência psicológica, ele diminuia essa vítima com palavras, dizeres e também a dopava pra fazer sexo sem consentimento”, destacou a delegada.

Segundo as vítimas, até mesmo a prática de zoofilia acontecia no cativeiro. Dois cachorros da raça pitbull, extremamente agressivos, teriam sido usados em atos sexuais. Os animais seriam treinados pelo homem para ameaçar as moças, impedir a fuga delas e inclusive para mordê-las.

“Diante de todas essas circunstâncias, além do encontro de drogas, que caracteriza a situação de tráfico de drogas, o indivíduo foi detido e conduzido a essa delegacia para a gente fazer o auto de prisão em flagrante, nos crimes de sequestro e cárcere privado, lesão corporal, estupro de vulnerável, violência psicológica contra a mulher, tráfico de drogas e resistência”, afirmou a delegada Nádia Aluz.

Em nota enviada ao Brasil Urgente, a defesa do italiano nega qualquer tipo dos crimes descritos pelas vítimas e autoridade policial.

O advogado de Andrea afirmou que existem fotos nas redes sociais que comprovam que o casal esteve em um restaurante, há cerca de 15 dias, o que seria contrário à versão de cárcere privado. O material vai ser anexado ao inquérito. A defesa pedirá a revogação da prisão preventiva.

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