
A polícia portuguesa foi acionada depois de uma execução no meio da rua na tarde de um domingo de sol diante de dezenas de pessoas. O caso aconteceu na cidade de Póvoa do Varzim, perto do Porto, em Portugal.
A vítima estava sem documentos e foi identificada só mais tarde: é Rafael Lourenço, líder dos fantasmas do Cajuru, uma gangue de Curitiba conhecida pela violência contra inimigos e traidores e que há cerca de cinco anos passou a atuar no tráfico internacional de cocaína.
Para mandar drogas para a Europa, a quadrilha de Curitiba teve que se aliar ao PCC. Rafael Lourenço teria viajado à Portugal justamente para estreitar os vínculos comerciais. De acordo com levantamento do serviço de informações de segurança português, o PCC já tem mais de mil integrantes no país atuando no envio de cocaína para a Europa.
A península ibérica é a principal porta de entrada da cocaína enviada pelo PCC para a Europa. Criminosos de grupos parceiros se estabelecem em Portugal e na Espanha para estreitar laços com as máfias europeias responsáveis pela distribuição, a máfia dos Balcãs, formada em sua maioria por sérvios, e a Drangueta, da região da Calabria, na Itália. O bando curitibano fantasmas do Cajuru é um desses grupos.
O Primeiro Comando da Capital amplia laços e permite a atuação de parceiros, contanto que compre a cocaína exclusivamente do PCC e use os canais logísticos e criminosos da organização. A investigação do assassinato de Rafael Lourenço é exclusiva da polícia portuguesa, mas como ele tinha mandado de prisão no Brasil, as informações devem ser compartilhadas com a Polícia Federal.
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