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Motorista é baleado, passa por dois hospitais, não consegue fazer tomografia e morre no RJ

Nenhuma das unidades de saúde tinha o equipamento necessário para realizar tomografia em pacientes com sobrepeso

CLARA NERY

28/05/2025 • 12:44 • Atualizado em 28/05/2025 • 12:44

Um homem foi baleado na cabeça em um assalto e morreu após enfrentar problemas em dois hospitais públicos no Rio de Janeiro . Nenhuma das unidades de saúde tinha o equipamento necessário para realizar tomografia em pacientes com sobrepeso.

Wagner Santos Ferreira, de 39 anos, era eletricista e trabalhava também como motorista de aplicativo. Ele aceitou uma corrida na segunda-feira (26) em Senador Camará, mas, antes de chegar ao ponto de embarque do passageiro, foi abordado por criminosos armados.

Durante o assalto, o motorista levou um tiro na cabeça. A suspeita é de que ele tenha sido alvo do disparo mesmo sem reagir.

Wagner foi encaminhado inicialmente ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Ele aguardou pelo atendimento, mas a equipe médica informou que não havia equipamento para realizar tomografia em pacientes com sobrepeso no local.

O paciente foi transferido, então, ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde o procedimento foi semelhante: ficou horas esperando, até os médicos informarem que também não havia o equipamento por lá.

Wagner foi levado de volta ao Albert Schweitzer, mas não resistiu. A Polícia Civil investiga o caso por meio da Delegacia de Homicídios. Testemunhas já foram ouvidas na investigação.

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