A Câmara Municipal de São Paulo realizará uma Audiência Pública no plenário nesta quinta-feira (29), a partir das 15h, para debater a regulamentação do serviço de mototáxi na capital. Entre os convidados estão empresas do setor, representantes da Secretaria Municipal de Saúde e membros da sociedade civil.
O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, vereador Ricardo Teixeira (União). “Queremos a participação dos vereadores, das associações e da população. A Câmara é ciente de sua responsabilidade na decisão de regulamentar ou não o serviço e fará isso ouvindo a todos porque estamos tratando de casos de vida ou morte”, disse.
Morte de passageira
O tema voltou à pauta depois da morte de uma passageira de moto de aplicativo no último sábado (24). Larissa Barros Maximo Torres , de 22 anos, estava na garupa quando foi atingida pela abertura da porta de um carro ao lado. Ela foi arremessada e atropelada por outro veículo em seguida.
A jovem foi encaminhada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos . A polícia registrou o caso como homicídio culposo.
Em nota, o aplicativo de transporte 99 afirmou que está prestando assistência à família da vítima, com a cobertura do seguro e assistência funeral.
Justiça volta a proibir mototáxi em SP
Na segunda-feira (26), a Justiça de São Paulo determinou que as empresas 99 e Uber parem imediatamente a prestação dos serviços de transporte remunerado de passageiros por motocicletas na cidade de São Paulo, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 30 mil em caso de desobediência.
Prefeitura instala faixa de alerta
A Prefeitura de São Paulo instalou uma faixa no local em que a passageira sofreu o acidente e morreu. O alerta, colocado em um trecho da Avenida Tiradentes, diz: "A CET registrou neste local a morte de uma passageira que usava o serviço de mototáxi da empresa 99. O serviço de mototáxi é proibido – preserve sua vida".
O que diz a 99
“A 99 lamenta o desrespeito e o oportunismo com que a Prefeitura de São Paulo trata o luto de familiares e amigos da Larissa, mais uma vítima do trânsito paulistano. É lamentável o comportamento de uma administração que abriu mão das metas de redução de mortes no trânsito da Cidade e se calou diante das mais de 3 mil vidas ceifadas pelo trânsito paulistano muito antes e sem qualquer relação com a operação de motoapps, mas já durante sua administração. A plataforma recebeu com pesar a notícia do acidente e esclarece que já está prestando o devido apoio e acompanhando de perto o caso e oferecendo suporte integral aos envolvidos.”
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