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Pais e escola prestam depoimento em investigação contra professora que agrediu criança no RS

Leonice dos Santos, de 49 anos, foi demitida após registro de ataque contra aluno de 4 anos e passou a ser investigada por maus tratos e lesão corporal

GABRIELA LERINA

21/08/2025 • 11:57 • Atualizado em 21/08/2025 • 11:57

Professora é demitida após agredir aluno de 4 anos em escola no RS
Professora é demitida após agredir aluno de 4 anos em escola no RS - Foto: Reprodução/Jornal da Band

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul abriu uma investigação contra a professora Leonice dos Santos, de 49 anos, por maus tratos e lesão corporal contra um aluno de 4 anos. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira (18) em uma escola particular de Caxias do Sul.

As imagens da agressão, ocorrida durante uma atividade com toda a turma em sala de aula, foram captadas por uma câmera de segurança instalada na escola. A professora foi identificada e demitida por justa causa.

“Mais uma risada do (nome do aluno) e ele vai sair da sala. E agora eu estou falando sério”, diz a professora na gravação.

Logo em seguida, ela pega uma pilha de livros e atinge a cabeça da criança, que bate o rosto na carteira. “Coisa séria, que não escuta. Tá sempre chorando”, prosseguiu.

A criança chora com a boca machucada, e é levada pela professora para lavar os ferimentos no banheiro. O impacto amoleceu seis dentes do menino, causando a queda de um deles. O aluno precisou colocar um aparelho ortodôntico.

Segundo a delegada Thalita Andrich, a professora inicialmente alegou que o menino tinha se ferido em uma queda. Ele foi levado pelos pais a uma dentista, que alertou que os ferimentos não eram compatíveis com uma queda. A família então pediu acesso às imagens das câmeras, que revelaram a agressão.

“A criança teria inicialmente caído, numa outra versão a criança teria sido empurrada por coleguinhas”, informou. “Agora a gente já trabalha com outros crimes, até a possibilidade de uma tortura no âmbito da relação que eles mantinham”, acrescentou.

Os pais do aluno e os donos da escola já prestaram depoimento. Christian Ferreira, dono da escola, informou que o estabelecimento está à disposição da família para colaborar com a investigação.

“Dentro das nossas possibilidades, a gente tentou fazer de tudo, que foi identificar a situação, agir com relação ao afastamento da professora, chamar os pais, comunicar os pais, nos colocar à disposição para o que eles precisassem”, afirmou. “A minha primeira visão que eu tive quando eu vi a imagem foi colocar o rosto do meu filho, da minha filha. Não tem como admitir.”

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