Jornalismo

Anvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos

Agência aponta perigos como embolia pulmonar e perda da visão pelo uso indevido de substâncias como PMMA e ácido hialurônico; registro é obrigatório

Da redação

DA REDAÇÃO

12/03/2026 • 23:56 • Atualizado em 13/03/2026 • 00:03

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta quinta-feira (12) sobre os riscos severos à saúde decorrentes do uso inadequado de preenchedores dérmicos. O comunicado abrange substâncias populares como o ácido hialurônico, a hidroxiapatita de cálcio, o poli-L-ácido lático (PLLA) e o polimetilmetacrilato (PMMA). Classificados como dispositivos médicos de risco alto e máximo, esses produtos exigem registro obrigatório na agência para serem comercializados.

De acordo com a Anvisa, a aplicação em regiões anatômicas não recomendadas ou em volumes que excedam as instruções dos fabricantes pode resultar em danos clínicos incapacitantes. A agência ressalta que o manejo dessas complicações é, muitas vezes, de extrema dificuldade para as equipes médicas.

Efeitos colaterais graves e complicações sistêmicas

O alerta detalha uma série de eventos adversos graves relatados após o uso incorreto das substâncias. Entre os riscos mais agudos estão a embolia pulmonar e a oclusão vascular, que pode levar à deficiência visual temporária ou até à cegueira permanente.

Além dos danos localizados, o uso indevido pode desencadear problemas sistêmicos severos, tais como:

Orientações para pacientes e profissionais

A Anvisa recomenda que o paciente, antes de se submeter a qualquer procedimento estético injetável, verifique se o produto está devidamente regularizado e se as áreas de aplicação e volumes pretendidos constam nas instruções de uso. A orientação de um profissional de saúde qualificado é considerada indispensável para a elaboração de um plano de tratamento seguro.

Outro ponto fundamental destacado pela agência é a exigência do cartão de rastreabilidade. O profissional deve entregar esse documento ao paciente e manter uma cópia no prontuário médico, permitindo a identificação do lote e do fabricante em caso de problemas. Suspeitas de eventos adversos devem ser reportadas imediatamente à Anvisa através de seus canais oficiais de monitoramento.

Com informações da Agência Brasil

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