O comentarista Rodrigo Vessoni, do BandSports , analisou o plano de pagamentos do Corinthians ao meia paraguaio Matías Rojas e ao clube mexicano Santos Laguna , que vendeu ao Timão o zaguero Félix Torres.
Nesta terça-feira (6), o alvinegro quitou a segunda parcela de R$ 20 milhões a Rojas. O recebimento provém de um acordo com o estafe do atleta para que a dívida não se tornasse um segundo transferban na Fifa.
Para Vessoni, trata-se de um dos piores negócios realizados na história do Corinthians.
"É um dos casos mais bizarros. O Rojas não faz mais parte do Corinthians tem dois anos e o clube acaba de se desprender de R$ 40 milhões. Joga R$ 40 milhões na lata do lixo", pontuou.
Entenda o 'caso Rojas'
Durante o último semestre da gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves, o Corinthians contratou o jogador paraguaio e não honrou com as prestações das luvas - prêmio ao atleta pela assinatura do contrato.
Após a mudança de gestão corinthiana e com um novo presidente, Augusto Melo repactuou o acordo com o jogador e inseriu em seu contrato uma cláusula de liberação automática em caso de novo atraso.
Dois meses após o acordo, o Corinthians voltou a atrasar o parcelamento do novo acordo e o jogador solicitou seu desligamento do clube. Além da saída, Rojas acionou o clube na Fifa para receber todos os salários restantes de seu contrato, cuja duração iria até dezembro de 2027.
"Corinthians se adiantou ao transferban e se acertou com o estafe do jogador, que aceitou tirar os juros acumulados. O cálculo é de R$ 9 milhões a menos, mas gastou R$ 40 milhões", disse.
Caso Félix Torres
Segundo Vessoni, o Corinthians não realizou o pagamento ao Santos Laguna pela aquisição - e atraso nos pagamentos - ao zagueiro Félix Torres pois o caso já se tornou um transferban na Fifa, e o clube mexicano não aceita reduzir os juros.
"O Laguna, como já está no transferban, está esperando o depósito. Não vai tirar juros porque sabe que o Corinthians está amarrado ao transferban. [...] O Corinthians quer resolver até o fim de semana. Vai ficar entre R$ 38 a 40 milhões. Praticamente R$ 80 milhões jogados no lixo", finalizou.
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