O comentarista Rodrigo Vessoni, do BandSports , detalhou na tarde desta segunda-feira (5) o contrato vigente do Corinthians com a Caixa Econômica Federal para pagar o financiamento da Neo Química Arena.
O assunto voltou a tona após o vazamento das cláusulas do acordo e depois da Caixa bloquear parte da premiação do Corinthians - R$ 35 milhões - após a conquista da Copa do Brasil.
A informação sobre o contrato entre Timão e Caixa foi inicialmente divulgado peloBlog do Paulinho.
Segundo Vessoni, o contrato mostra que a Caixa se impôs ao Corinthians "de uma maneira poucas vezes vistas no futebol", já que o alvinegro colocou todas as suas receitas atreladas ao pagamento do acordo, vigente até 2041.
"Quando falo todas, são todas: Televisão, streaming, patrocínios, até premiação dos campeonatos e percentual da venda de jogadores. Tudo para garantir os pagamentos. Inclusive o Parque São Jorge como garantia", detalhou.
O comentarista ainda expôs que o Corinthians é obrigado a ter uma conta reserva, chamada de 'conta colchão', com um valor entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões para não ter problemas no pagamento das parcelas acordadas.
"É uma cláusula completamente absurda que o Corinthians, na época, aceitou. Essa conta não pode baixar. É muito complicado para o Corinthians ter todas as receitas à disposição da Caixa", apontou.
Em decorrência da falta de pagamento do acordo celebrado entre Corinthians e Caixa para a construção da Arena, ainda na gestão Andrés Sanchez , o banco estatal passou a acionar o clube na Justiça.
Após uma série de negociações, o então presidente Duílio Monteiro Alves assinou um novo acordo que previa o pagamento dos juros referentes ao período em que Andrés não realizou os pagamentos.
Vessoni ainda detalha que as parcelas são trimestrais e devem ser pagas em março, junho, setembro e dezembro.
Em 2023 e 2024, as parcelas pagas foram apenas juros e correções do período não pago. Em 2025, as parcelas pagas já contemplam uma amortização do saldo devedor.
"Vocês estão com alguma parcela atrasada da Caixa? O que sabemos é, a [parcela] de março e de junho de 2025 foram pagas. Setembro e dezembro pagou? Por que, se a Caixa está bloqueando [a premiação da Copa do Brasil] por dívida, é compreensível. O que me pega é se o bloqueio está sendo feito para pagar parcelas futuras. Ai não faz sentido a 'conta-colchão'", finalizou.
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