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Diogo Moreira: a trajetória do motocross ao título da Moto2

Novo piloto da Honda na MotoGP relembra o início precoce nas pistas e a transição da carreira para Europa

Da redação

DA REDAÇÃO

10/03/2026 • 15:03 • Atualizado em 10/03/2026 • 15:03

Diogo Moreira: a trajetória do motocross ao título da Moto2
Diogo Moreira: a trajetória do motocross ao título da Moto2 - Foto: MotoGP

Diogo Moreira caiu nas graças do torcedor brasileiro que ama velocidade. Aos 21 anos, o piloto paulista conquistou o título de 2025 da Moto2 , competição de acesso à MotoGP. Com isso, tornou-se não apenas o primeiro brasileiro a conquistar um título mundial de motovelocidade, como ainda garantiu vaga no grid da MotoGP em 2026.

O caminho até o grid da MotoGP teve início muito antes do asfalto, nas pistas de terra batida do Brasil, sob a influência direta da família. Em entrevista exclusiva ao Fórmula Band, o piloto brasileiro relembrou o seu primeiro contato com as duas rodas.

“Comecei no motocross aos 3 anos por incentivo do meu pai. Até então era tudo brincadeira de fim de semana, mas o gosto pelas corridas regionais cresceu. Fui campeão brasileiro duas vezes e, em 2014, surgiu a oportunidade de um teste na motovelocidade com o Alex Barros. Gostei muito e me saí bem”, relembrou.

O contato com Alex Barros, sete vezes vencedor da MotoGP, foi o ponto que mudou a carreira estreante. Após dois anos correndo sob a tutela do ex-piloto, a Europa marcou a profissionalização.

“Na motovelocidade, eu comecei com a equipe do Alex Barros com a Estrela Galícia e acho que, se não me engano, fiz dois anos no Brasil correndo na equipe do Alex Barros e aí eu tive a oportunidade de vir para a Europa, começar a correr aqui na Europa e morar aqui também, e aí foi no ano de 2017 mais ou menos, onde eu vim com o meu pai aqui sozinho para morar e começar essa nova vida na Europa", contou.

Na Espanha, estreou na Talent Cup do Campeonato Espanhol de Velocidade, conquistando uma vitória e três pódios, resultados que lhe garantiram o sexto lugar na classificação final. Em 2020, avançou para a classe Moto3 da mesma competição, tendo um quinto lugar como melhor resultado e encerrando o campeonato na 11ª posição — colocação que repetiria na temporada seguinte.

A estreia no Mundial de Motovelocidade veio em 2022, na categoria Moto3 , com a equipe MT Helmets-MSi . Logo no primeiro ano, Moreira conquistou sua primeira pole position no GP da Grã-Bretanha , em Silverstone, e terminou o campeonato em oitavo lugar, desempenho que lhe garantiu o prêmio de rookie do ano. Em 2023, o brasileiro seguiu em destaque: GP da Indonésia , largou da pole e venceu a corrida, encerrando um jejum de 20 anos sem vitórias brasileiras nas categorias mundiais da motovelocidade.

Em 2024, Moreira subiu para a Moto2 e passou a defender a Italtrans Racing Team , dividindo a equipe com o italiano Dennis Foggia e competindo com o número 10. O melhor resultado veio na etapa final do ano, no GP de Barcelona, quando terminou em terceiro lugar.

A história foi feita na motovelocidade no ano seguinte, com o título inédito na Moto2. O brasileiro precisava apenas de um 14º lugar na última etapa do campeonato, no circuito Ricardo Tormo , em Cheste, na Espanha, mas chegou em 11º e assegurou o troféu.

“Bom, então é muito, para mim é muito, é um orgulho eu falar que eu fui campeão do mundo, né, então depois de muitos anos trabalhando, muitos sacrifícios que a gente fez para chegar até aqui, finalmente a gente conseguiu um dos meus sonhos, que era ser campeão do mundo, então para mim é um orgulho, então acho que isso vai ficar para a história, para mim vai ficar para a história, acho que para o Brasil", finalizou.

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