Fórmula E

Título com perna quebrada e mais: top-5 corridas de Di Grassi na Fórmula E

Entre feitos históricos, superação física e decisões na última curva, brasileiro construiu trajetória marcante na Fórmula E até a despedida

GABRIEL ALBERTO

30/04/2026 • 12:58 • Atualizado em 30/04/2026 • 12:58

Título com perna quebrada e mais: top-5 corridas de Di Grassi na Fórmula E
Título com perna quebrada e mais: top-5 corridas de Di Grassi na Fórmula E - Foto: Audi

Aos 41 anos, Lucas Di Grassi é um dos principais nomes da Fórmula E e do automobilismo nacional. E claro, campeão da temporada 2016/2017. Como currículo na categoria 100% elétrica, o piloto brasileiro tem 1077 pontos conquistados, 359 voltas lideradas, 154 largadas, 41 pódios, 13 vitórias, 12 voltas mais rápidas, quatro poles e um título conquistado.

Porém, nesta quinta-feira (30), o piloto da Lola Yamaha anunciou sua aposentadoria no final da temporada 2025/2026 da categoria 100% elétrica. Com isso, a última corrida de Di Grassi será a rodada 17, no E-Prix de Londres, na Inglaterra, no dia 17 de agosto.

Vitória na primeira corrida da história da Fórmula E

No dia 13 de setembro de 2014, a Fórmula E chegava em Pequim, na China, para a disputa do seu primeiro E-Prix na história. Ou, melhor, sua primeira corrida. Na classificação, a pole position ficou com Nicolas Prost, que superou Lucas Di Grassi por uma margem de 0,106s.

Nas voltas finais, o foco estava na disputa pela vitória entre Prost e Nick Heidfeld. No entanto, na última volta, um toque entre os dois mudou completamente o rumo da corrida. Heidfeld tentou a ultrapassagem na curva final, mas houve contato, resultando em um acidente espetacular: o carro do alemão decolou após atingir as zebras e capotou violentamente contra as barreiras. Apesar da gravidade, o piloto saiu ileso.

Com os dois líderes fora, Di Grassi herdou a ponta e cruzou a linha de chegada em primeiro, tornando-se o primeiro vencedor da história da Fórmula E. Montagny terminou em segundo, enquanto Sam Bird completou o pódio.

Título da Fórmula E com perna quebrada

Em entrevista exclusiva ao Esporte na Band, o piloto brasileiro contou fraturou a fíbula durante uma partida de futebol beneficente em Stamford Bridge, no estádio do Chelsea, na Inglaterra.

"Aconteceu em 2017, antes da Corrida de Berlim. Eu fui convidado para jogar futebol, um jogo de caridade, em Stamford Bridge, no estádio do Chelsea. Era terça-feira, e a corrida seria sábado e domingo. No segundo tempo, um garoto tentou chutar a bola, errou e acertou minha perna. Quebrou minha fíbula”, contou Di Grassi.

Na sétima e oitava corrida da temporada, em Berlim, na Alemanha, Di Grassi precisou correr com a perna quebrada.

"“Doía muito, mas eu não conseguia andar direito. E naquela época tinha troca de carro, você precisava pular de um carro no outro. Então fiquei preocupado, achei que seria difícil correr no fim de semana""

Vitória na última curva

No dia 16 de fevereiro de 2019, o Autódromo Hermanos Rodríguez foi palco de uma das chegadas mais emocionantes da história da Fórmula E.

Pascal Wehrlein, na época como piloto da Mahindra Racing, largou na pole position e liderou a maior parte da prova. Lucas di Grassi, que pilotava pela Audi Sport ABT Schaeffler, saiu da segunda posição e se manteve próximo do alemão durante toda a corrida.

Durante as voltas finais da corrida, Wehrlein enfrentou dificuldades em gerenciar o nível de bateria do seu carro. Na volta final, di Grassi atacou por dentro na curva 3 seguinte, o principal ponto de ultrapassagem da pista, Wehrlein cortou a chicane e manteve a liderança da corrida.

A disputa se intensificou nas últimas partes do circuito, quando o brasileiro conseguiu ultrapassar o alemão metros antes da linha de chegada, garantindo a vitória na última curva e com uma vantagem de apenas 0,210 segundos.

Após a corrida, Pascal Wehrlein recebeu uma penalidade de cinco segundos, após cortar a chicane e terminou a corrida apenas na sexta. Com a penalidade, Da Costa e Mortara ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

E-Prix de Santiago de 2020

Outro capítulo marcante da trajetória de Lucas Di Grassi na Fórmula E aconteceu no E-Prix de Santiago de 2020. Após uma classificação complicada, o brasileiro largou apenas na 22ª posição no circuito do Parque O’Higgins, ficando preso no fundo do grid em uma corrida disputada sob calor extremo.

Mesmo assim, Di Grassi protagonizou uma das maiores recuperações da história recente da categoria. Com ritmo forte e estratégia eficiente, ganhou 15 posições ao longo da prova e cruzou a linha de chegada em sétimo lugar, somando pontos importantes para o campeonato.

E-Prix de Miami 2025

Após dois anos sem subir no pódio, Lucas di Grassi relembrou no E-Prix de Miami, qual é a sensação. O piloto brasileiro da Lola Yamaha conquistou a segunda colocação em uma prova marcada por desclassificações e vencida por Pascal Wehrlein.

A prova foi marcada pelo acidente com Jake Hughes, da Maserati, Maximilian Günther, da DS Pesnke, e Mitch Evans, da Jaguar, que colocou uma bandeira vermelha na pista e paralisou a prova por 10 minutos.

Na relargada, com apenas quatro voltas restantes, Pascal Wehrlein superou António Félix da Costa e, apesar de cruzar a linha de chegada atrás de Norman Nato, foi declarado vencedor após o francês ser punido por concluir a prova com o Modo Ataque ainda ativado.

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