O público da Fórmula E vai conhecer oficialmente o Gen4 em uma programação de dois dias de lançamento a partir desta terça-feira (21), quando o novo carro da categoria será apresentado no circuito de Paul Ricard, na França.
Depois de exibir imagens do carro em novembro de 2025 , a categoria elétrica começou 2026 realizando testes com a novidade em pista. Agora, a cerimônia em Le Castellet vai contar com dirigentes da F-E, além de representantes e pilotos de todas as equipes – inclusive da Opel, que estreará apenas na temporada 2026/2027.
A Fórmula E, no entanto, esbanja empolgação com o novo carro. Para Alberto Longo, cofundador e diretor da Fórmula E, o Gen4 entregará o maior salto de desenvolvimento entre diferentes gerações de carros de toda a história da categoria.
“É uma autêntica loucura, um animal”, empolgou-se Longo em entrevista coletiva. “Para mim, (o Gen4) representa o maior salto em rendimento entre as gerações. Aliás, para mim não: é um feito constatável. Se você comparar as gerações 1, 2 e 3 com a 4, obviamente esta é uma evolução que está muito acima do que havíamos esperado a princípio”, acrescentou.
No design, são duas configurações aerodinâmicas: alto downforce, pensada para a qualificação, e baixo downforce, para as condições de corrida. No desempenho, o Gen4 traz 450 kW (611,8 cv) na potência de corrida, 600 kW (815,7 cv) no modo ataque e 700 kW de frenagem regenerativa. O carro foi apresentado no fim de 2025 com pneus Bridgestone, empresa incumbida de desenvolver os compostos para o novo carro - a temporada 25/26 corre com pneus da Hankook.
Para Pablo Martino, diretor de campeonato da Fórmula E na FIA (Federação Internacional de Automobilismo), a tendência é que as próximas gerações de carros da F-E sejam capazes de saltos de performance ainda mais impressionantes.
“É um grande salto, um passo a mais na Fórmula E. Não é o último, porque o campeonato dará mais passos nos próximos anos, mas é um salto muito importante. Desde a concepção do carro, esteve muito claro, entre Fórmula E e FIA, que este carro teria que dar um salto qualitativo de performance. Sem deixar de lado o carro atual, mas será realmente um carro de corridas”, elogiou Martino.
“Vai ser um salto qualitativo que vai deixar a Fórmula E perto da Fórmula 1 enquanto performance, o que diz muito da evolução tecnológica dos carros elétricos. O campeonato chegará à temporada 13 no ano que vem. É um trabalho que vem sendo realizado nos últimos dois anos, especialmente no último ano com os testes em pista, com o desenvolvimento”, acrescentou o dirigente.
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