Fórmula E

E-Prix de SP: estratégia na corrida levou Drugovich a brigar entre líderes

Brasileiro da Andretti ganhou posições nas últimas voltas; no entanto, acabou punido após a pova e terminou em 12º

EMANUEL COLOMBARI

06/12/2025 • 20:04 • Atualizado em 06/12/2025 • 20:04

Felipe Drugovich não teve pressa para cruzar a linha de chegada do E-Prix de São Paulo deste sábado (6) em quinto lugar. No entanto, os primeiros pontos pela Andretti acabaram adiados depois de uma punição.

O brasileiro largou da 17ª colocação, após sofrer um acidente na qualificação . Ao longo da corrida, teve um desempenho discreto, andando longe dos líderes.

Nas voltas finais, porém, Drugovich escalou o pelotão. Já brigava pela quarta colocação quando Pepe Martí sofreu um forte acidente a três voltas do fim, provocando uma bandeira vermelha.

A corrida foi reiniciada sob safety car. Quando a pista foi liberada, o paranaense não conseguiu mais ganhar colocações e terminou atrás de Pascal Wehrlein, quarto colocado com a Porsche. Ao mesmo tempo, protegeu a posição e evitou ceder posição a Nico Müller, que cruzou em sexto com a outra Porsche.

Mas os primeiros pontos de Drugovich pela Andretti duraram pouco. A direção de prova puniu o brasileiro por ter ultrapassado Wehrlein na volta 26 sob regime de bandeira amarela após um acidente sofrido por Mitch Evans, da Jaguar.

A posição foi devolvida na relargada atrás do safety car, mas não foi o suficiente para evitar a pena. Assim, ele levou 5 segundos de acréscimo no tempo final e caiu para o 12º lugar.

Mesmo assim, o paranaense teve motivos para aprovar o desempenho na corrida. Segundo Drugo, a arrancada no final foi resultado da estratégia com a equipe ao longo da prova, aproveitando as oportunidades no fim diante do que havia acontecido até então.

“A estratégia da corrida não é construída antes de largar, e sim durante a corrida. Você vai vendo posições dos outros carros, o quanto de bateria tem nos outros carros, e isso você vai construindo a sua estratégia do boxe, passando para o piloto”, explicou o piloto da Andretti.

“Foi o comando da equipe que a gente foi fazendo. Eu fui passando o meu ponto de vista, e a gente foi construindo isso – porque realmente você tem que pegar o ataque na hora certa, você tem que gastar mais energia na hora certa para ir para frente e tudo mais. Outras horas você tem que ficar mais atrás para economizar bateria. Então, são coisas que você vai construindo durante a corrida”, acrescentou.

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