Fórmula 1

Acidente em 1994 quase tirou a Mercedes da Fórmula 1 antes da glória

Karl Wendlinger sobreviveu a acidente com a Sauber no GP de Mônaco; uma fatalidade poderia ter abreviado a história da Mercedes na F1

Por Redação

REDAÇÃO

15/05/2026 • 22:56 • Atualizado em 15/05/2026 • 22:56

Heinz-Harald Frentzen garante: acidente fatal de Karl Wendlinger teria encerrado projeto da Mercedes
Heinz-Harald Frentzen garante: acidente fatal de Karl Wendlinger teria encerrado projeto da Mercedes - Foto: Reprodução

A temporada de 1994 da Fórmula 1 ficou marcado pelo Grande Prêmio de San Marino, no qual Ayrton Senna e Roland Ratzenberger perderam a vida. Mas a prova seguinte quase terminou em uma tragédia que teria mudado os rumos da categoria.

Duas semanas após as mortes em Ímola, veio o Grande Prêmio de Mônaco, quarta etapa da temporada. A Williams e a Simtek correram com um carro cada. E a Sauber não participou da prova.

A participação da equipe suíça, no entanto, é um capítulo diferente.

No primeiro treino livre da quinta-feira (12), Heinz-Harald Frentzen conseguiu um competitivo sétimo lugar. Seu companheiro de equipe, Karl Wendlinger, terminou na décima posição – mas saiu da pista direto para o hospital.

O austríaco perdeu o controle do carro na saída do túnel, rodou a 280 km/h e acertou com violência uma barreira de proteção na chicane. Inconsciente, foi levado a um hospital de Monte Carlo, e de lá transferido para Nice (França). Diagnosticado com uma grave lesão craniana, passou semanas em coma. A equipe optou por abortar a participação de Frentzen no restante do fim de semana.

O acidente colou em risco não apenas a vida de Karl Wendlinger, como também a permanência da Mercedes na Fórmula 1. A fabricante alemã estreava na categoria naquela temporada justamente como fornecedora de motores da Sauber, e avaliou a possibilidade de encerrar a operação diante do ocorrido em Monte Carlo.

“O único motivo pelo qual a Mercedes-Benz ainda está na Fórmula 1 é porque Karl Wendlinger sobreviveu à batida em Mônaco depois de passar vários meses em coma”, afirmou Heinz-Harald Frentzen no Twitter.

“A Sauber-Mercedes abandonou o restante do fim de semana. Eu me lembro que, durante o fim de semana, Norbert Haug (então responsável pelas operações da Mercedes na F1) explicou como a situação era ruim – não apenas por causa da situação de Karl, mas também por causa da situação negativa que a F1 vinha encarando em questões de segurança. A Mercedes deixou o automobilismo profissional depois da tragédia de Le Mans em 1955. Agora, com o retorno pela F1, um acidente fatal de Karl provavelmente acabaria com a participação na categoria. Foram as palavrar de Norbert Haug na época”, completou.

Wendlinger sobreviveu, mas retornou à F1 apenas em 1995. Até o final de 1994, Heinz-Harald Frentzen teve o italiano Andrea de Cesaris e o finlandês JJ Lehto como companheiros.

A Mercedes permaneceu e segue na Fórmula 1 até hoje. De lá para cá, conquistou 234 vitórias e 12 títulos do Mundial de pilotos, sendo sete com a própria equipe, quatro com a McLaren e um com a Brawn GP.

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