Em 20 de dezembro de 1992, o maior ídolo da história do automobilismo brasileiro, Ayrton Senna, pegou um avião rumo a Fênix para pilotar o carro da Indy pela primeira vez. O motivo? Senna estava descontente com o caminho que a McLaren traçava para a temporada de 93.
O tricampeão mundial desembarcou em Phoenix para um teste organizado por Emerson Fittipaldi, então um dos principais nomes da categoria americana : “Devido às dificuldades todas, com os problemas da Fórmula 1 e com o Emerson botando fogo, eu resolvi vir e checar de perto o que é a coisa”, afirmou o brasileiro.
Para evitar riscos desnecessários em um oval de altíssima velocidade, o presidente da Team Penske , Roger Penske , sugeriu que a atividade não fosse realizada no oval tradicional de Phoenix. Em vez disso, o teste aconteceu no circuito misto de Firebird International Raceway .
Fittipaldi abriu os trabalhos na pista, enquanto Senna observava atentamente dos boxes. Mas a espera não durou muito: “Um carro de corrida é como se fosse uma droga. Quando você vê, começa a ficar nervoso quando está do lado de fora”, comentou o tricampeão.
Quando finalmente entrou no carro da Penske, Senna mostrou rapidamente sua adaptação. Mesmo sem experiência prévia com o equipamento da Indy, o brasileiro registrou voltas muito próximas das de Fittipaldi. O bicampeão da categoria marcou 49s70 , enquanto Senna cravou 49s90 , apenas dois décimos mais lento em um teste curto e com poucas voltas.
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