
A Alpine passa por maus bocados na temporada 2025 da Fórmula 1. Lanterna do Mundial de construtores, o time da Renault tem apenas 20 pontos – todos somados por Pierre Gasly .
O segundo carro da escuderia é o único do grid que ainda não conseguiu terminar entre os 10 primeiros colocados. Jack Doohan começou a temporada como titular, mas deixou má impressão e foi sacado depois de seis etapas; Franco Colapinto chegou com boa reputação após as provas de 2024 com a Williams, mas pouco conseguiu entregar desde então.
Resultado: Colapinto passou a enfrentar pressão semelhante à enfrentada por Doohan no começo do ano. Os resultados até evoluíram, com direito a um 11º lugar no GP da Holanda, mas o argentino passou a ver sua vaga correr risco.
Os pontos ainda não vieram, mas a Alpine mostra apoio a Franco Colapinto. “Por enquanto, acredito que Franco tem feito um bom trabalho”, afirmou o chefe de equipe do time francês, Flavio Briatore , em entrevista à Sky Sports durante o GP da Itália. “Nas últimas três ou quatro corridas, ele tem sido mais consistente, sem cometer erros. Talvez (o titular da Alpine para 2026) seja Franco”, acrescentou.
A questão da renovação de contrato da Alpine virou tema central de debate na F1. Inicialmente, o argentino seria o titular da vaga por cinco corridas, do GP da Emilia-Romagna até o GP da Áustria. Não pontuou, mas completou todas as corridas e ganhou um voto de confiança, sendo mantido desde então a cada prova.
Ao mesmo tempo, a aposta tem andado longe de Pierre Gasly. Enquanto o melhor resultado de Franco Colapinto foi o 11º lugar em Zandvoort, o francês conseguiu um sexto lugar no GP da Inglaterra e pontuou em cinco das dez etapas em que os dois correram juntos.
Para piorar, o argentino se envolveu em incidentes que custaram resultados à equipe neste período. Com isso, viu crescer a lista de nomes cotados para assumir seu posto em 2026 – nomes como Felipe Drugovich, Paul Aron, Guanyu Zhou e Yuki Tsunoda foram especulados , além dos já descartados Valtteri Bottas e Sergio Pérez, que correrão pela Cadillac .
Para entender como Franco Colapinto foi de prestigiado a pressionado, relembre incidentes que envolveram o argentino desde que assumiu a vaga na Alpine:
GP da Emilia-Romagna: batida na qualificação
Colapinto estreou no GP da Emilia-Romagna deixando uma má impressão. Logo na qualificação, passou para o Q2, mas rodou e bateu sozinho . Não conseguiu fazer tempo e ainda tomou uma punição por excesso de velocidade no pitlane. Resultado: largou em 16º e chegou na mesma posição.
GP da Áustria: acidente com Tsunoda
Na 31ª volta do GP da Áustria, Yuki Tsunoda tentou ultrapassar Franco Colapinto para tomar o 13º lugar, mas acabou tocando a roda traseira do argentino, que rodou. O argentino não teve culpa no acidente, mas perdeu posições e terminou em 15º lugar, enquanto o rival da Red Bull acabou punido e terminou em 16º. No fim da corrida, Colapinto ainda fechou a porta sob bandeira azul para Oscar Piastri e acabou tomando uma punição de 5 segundos pela manobra.
GP da Inglaterra: bateu e não largou
Desta vez, Franco Colapinto bateu no Q1, provocando uma bandeira vermelha, e terminou em 20º. O argentino teria que largar do pitlane, mas a Alpine alegou problemas de câmbio no carro e decidiu que ele nem mesmo participaria da prova.
Acidente em teste de pneus
No dia 6 de agosto, Franco Colapinto sofreu um acidente durante um teste de pneus na Hungria . O argentino escapou na curva 11 e acertou o muro, precisando ser atendido por médicos no local. Embora não tenha prejudicado o desempenho no campeonato, custou alguns milhares de euros em equipamentos à Alpine - além, é claro, do susto.
GP da Holanda: faltou combinar
Franco Colapinto terminou em 11º lugar, melhor resultado dele no ano, mas acredita que poderia ter ido melhor. O problema: seu companheiro de equipe, Pierre Gasly. O francês vinha com pneus duros no fim da prova, perdendo posições para rivais. Atrás dele, Esteban Ocon conseguiu ultrapassa-lo, mas Franco Colapinto não teve muita colaboração por parte do colega. Colapinto perdeu quase 2 segundos até que Gasly recebesse a ordem da Alpine para abrir a porta; no fim, Ocon cruzou a linha de chegada com pouco menos de 0.5s de vantagem para Colapinto.
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