O Grande Prêmio de Singapura 2025 será a primeira corrida da história da Fórmula 1 com alerta de calor . Assim, os pilotos terão que obrigatoriamente utilizar sistemas de refrigeração pessoal dentro dos carros – o principal deles, um colete especial para baixar a temperatura corporal.
Como a temperatura ambiente deve oscilar entre 25 e 30 graus ao longo do fim de semana, podem atingir os 60 graus dentro do cockpit, será preciso vencer o desconforto do colete para evitar problemas de saúde – em 2023, Logan Sargeant abandonou o GP do Catar com desidratação intensa, enquanto nomes como Oscar Piastri, Lance Stroll e Esteban Ocon também sentiram o desgaste .
“Nós usamos o colete de resfriamento algumas vezes nesta temporada, em corridas quentes. Mas obviamente, é a primeira vez que ele será obrigatório, o que eu acho que é uma boa notícia”, destacou George Russell, da Mercedes, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2).
“Não é todo mundo que acha o colete confortável, mas acho que alguns se sentem mais confortáveis que outros – e, é claro, com o tempo, você consegue ajustá-lo a suas preferências. Mas o conceito é bom. Quando você corre com uma umidade de 90% e os cockpits chegam a 60 graus, é como uma sauna dentro do carro. Então, acho que é bem-vindo.”
Diante do calor e da umidade que esperam os pilotos em Marina Bay, é preciso fazer uma preparação especial. A tendência é que, ao fim de cada sessão, os pilotos ganhem uma programação especial, com direito a banho de gelo.
Mesmo para Isack Hadjar, que correrá pela primeira vez em Singapura, a preparação física até aqui tem sido uma questão crucial para evitar surpresas.
“Obviamente, todo mundo fala sobre o calor dentro do carro, então esta será uma corrida dura. Mas, honestamente, até aqui, eu sempre me senti confortável no carro. Vamos ver. Estou animado para ver como será”, disse o francês da Racing Bulls.
“Fora a sauna, não há muita coisa que se possa fazer (na preparação). O Japão é bem úmido, então eu passei uma semana lá, talvez isso me ajude”, acrescentou Hadjar.
Ainda segundo Russell, o colete de resfriamento pode ser desconfortável em alguns momentos, mas correr com ele sob altas temperaturas ainda é a melhor opção – especialmente porque as características do circuito de Marina Bay tendem a oferecer uma melhor adaptação.
“Não posso falar pelos outros pilotos. Acho que a questão (do desconforto) é onde os tubos das costas se ligam com os tubos da frente, e eles contornam as costelas. E quanto você faz curvas de alta, com muita força G, você sente os tubos nas costelas. Acho que esta foi uma questão para mim no começo”, afirmou o britânico.
“Eles fizeram algumas mudanças, melhorou. Mas como eu disse, você tem esses tubos passando pelas costelas, que não são o lugar perfeito para isso. Não há muitas curvas de alta aqui em Singapura e muita força G, então não acho que será uma grande questão”, completou.
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