Se os pilotos da Fórmula 1 já sofrem com o calor e a umidade no Grande Prêmio de Singapura, a situação pode ser ainda mais exigente para as pilotas da F1 Academy.
Enquanto as sessões deles acontecem todas entre as 17h e as 22h (horário local), quando as temperaturas já são mais amenas, as atividades delas começam no máximo às 15h e terminam até 19h30 (horário local), com mais influência do sol e do calor.
Por isso, as integrantes do grid da F1 Academy precisaram de uma preparação especial para as provas do fim de semana no Circuito de Marina Bay – o que incluiu treinos em academias com camadas extras de agasalho e até mesmo sessões de sauna.
“Eu treinei com um monte de casacos na academia, fiz muito cardio. Por causa do ano passado, eu já sabia como lidar com isso. Mas sim, casacos na academia”, contou Aurelia Nobels, pilota da ART Grand Prix.
Rafaela Ferreira, da Campos, também precisou de uma agenda especial. “Tivemos uma preparação no calor, porque é muito quente aqui. Fizemos alguns treinos usando um pouco mais de roupas, às vezes fazendo sauna. Foi muito bom fazer a preparação assim, porque é muito quente e úmido aqui”, contou a catarinense.
Apesar do cenário adverso, as brasileiras demonstram otimismo com a etapa de Singapura. Para Rafa, os horários de programação também podem jogar a favor na adaptação.
“Eu gosto muito dessas corridas em que você tem que estar aqui no fim da tarde ou no começo da noite. É muito bom, porque você pode dormir um pouco mais. A gente não precisa se acostumar ao horário aqui, a gente só permanece no fuso horário europeu e é muito mais fácil. Acho que é muito melhor, a gente pode viver mais, ter a manhã livre, almoçar e então começar tudo”, afirmou ela, atualmente a 11ª colocada da temporada com 13 pontos.
Para Aurelia, é preciso ter atenção com a evolução da pista, já que o primeiro treino livre da Fórmula 1 acontece entre o treino livre e a qualificação da F1 Academy, na sexta-feira.
“Eu vi a previsão do tempo e vai chover toda noite, então acho que a pista vai mudar todo dia. É um circuito de rua, então não tem muita aderência. Do treino para a qualificação, vai haver muita diferença com a presença da F1. Temos que nos adaptar muito rapidamente. Vamos ver”, afirmou Aurelia, a 14ª com cinco pontos.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
