Fórmula 1

F1: Pirelli aposta em salto de compostos nos EUA e no México

Estratégia da fornecedora italiana visa criar mais variação nas táticas de corrida e aumentar a diferença entre os pneus disponíveis

Da redação

DA REDAÇÃO

15/10/2025 • 11:00 • Atualizado em 15/10/2025 • 11:00

F1: Pirelli muda compostos dos pneus para GP dos Estados Unidos e México
F1: Pirelli muda compostos dos pneus para GP dos Estados Unidos e México - Foto: F1

A Pirelli confirmou que fará uma escolha incomum de compostos para os próximos dois Grandes Prêmios da Fórmula 1 — Estados Unidos e México — adotando uma diferença de um nível entre os pneus disponíveis para cada fim de semana.

Em Austin, a fornecedora italiana levará os compostos C1 (duro), C3 (médio) e C4 (macio) , pulando o C2. Já no México, a seleção será C2 (duro), C4 (médio) e C5 (macio) , refletindo as diferenças entre o Circuit of the Americas e o Autódromo Hermanos Rodríguez.

Tradicionalmente, a Pirelli escolhe três compostos consecutivos dentro de sua gama, que vai do C1 (mais duro) ao C6 (mais macio). A medida, que já havia sido testada em Spa-Francorchamps, tem como objetivo incentivar estratégias variadas e evitar corridas previsíveis.

O diretor de automobilismo da Pirelli, Mario Isola, explicou que a decisão tem o propósito de aumentar a diferença de desempenho entre os pneus e, com isso, forçar as equipes a tomar decisões mais distintas de estratégia.

“A ideia é criar variação nas táticas de corrida, com times apostando em uma ou duas paradas. Simulamos os cenários e acreditamos que, ao ampliar o espaço entre o pneu duro e o médio, quem optar por uma parada única será penalizado por um ritmo mais lento. Já quem for mais agressivo e fizer duas paradas, usando médio e macio, pode ser recompensado pela velocidade”, afirmou Isola.

Segundo o dirigente, o formato foi inspirado na experiência em Spa, embora as condições climáticas na Bélgica tenham dificultado as conclusões.

Por que Austin e México?

De acordo com o departamento de modelagem da Pirelli, tanto Austin quanto a Cidade do México apresentam simulações que apontam a estratégia de duas paradas como ligeiramente mais rápida que a de uma parada.

“Normalmente, quando o tempo total entre uma e duas paradas é muito próximo, as equipes escolhem a mais segura, de uma parada só, para evitar riscos de tráfego ou erros nos boxes. Agora, queremos criar uma diferença real que incentive o uso de duas paradas”, completou Isola.

O Grande Prêmio dos Estados Unidos será o segundo da temporada com esse tipo de abordagem, e também contará com o formato de Sprint Race.

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