Desde 2004, Rubens Barrichello sustentava em Monza um dos recordes mais marcantes da Fórmula 1: a volta mais rápida e média de velocidade durante uma corrida. Mas no último GP da Itália, Lando Norris conseguiu superá-lo, cravando 1min20s901 a uma média de 257,782 km/h, contra 257,4 km/h do brasileiro há 21 anos.
A quebra desse marco histórico levantou uma questão interessante: quais outros recordes antigos — e quase inalcançáveis — da Fórmula 1 ainda resistem ao tempo?
Schumacher e a temporada perfeita
Em 2002, Michael Schumacher conseguiu algo que até hoje parece inatingível: subir ao pódio em todas as corridas do campeonato. Foram 11 vitórias, cinco segundos lugares e um terceiro, em um total de 17 provas. Um desempenho 100% consistente, raramente visto em um calendário tão competitivo como o atual.
O caos de Mônaco 1996
Outro feito curioso veio no GP de Mônaco de 1996, uma das corridas mais acidentadas da história. Apenas três pilotos cruzaram a linha de chegada — entre eles, Olivier Panis, que conquistou sua primeira e única vitória na Fórmula 1. Repetir hoje um cenário tão dramático beira o impossível.
Button e o GP mais longo da Fórmula 1
O Grande Prêmio do Canadá de 2011 , realizado no Circuito Gilles Villeneuve, detém o recorde de corrida mais longa da história da Fórmula 1, com uma duração de 4 horas, 4 minutos e 39 segundos.
Em um cenário de chove e para, uma série de interrupções, incluindo duas bandeiras vermelhas, o vencedor Jenson Button fez nada menos que seis pit stops na corrida.
A temporada dos 11 vencedores
Em 1982, a Fórmula 1 teve nada menos que 11 pilotos diferentes no topo do pódio, de sete equipes distintas. O campeão, Keke Rosberg, levou o título com apenas uma vitória em 16 corridas. Num cenário de hegemonias modernas, imaginar um campeão mundial com um único triunfo soa quase surreal.
O feito único de Piquet
Nelson Piquet também escreveu seu nome na lista de recordes quase imbatíveis. O brasileiro conquistou os títulos de 1981 e 1983 pela Brabham, sem que sua equipe fosse campeã de construtores. Desde então, apenas Lewis Hamilton (2008) e Max Verstappen (2023) repetiram o feito — mas apenas uma vez cada.
Recordes recentes, mas duradouros
Entre as marcas mais atuais, duas chamam atenção. Nico Hülkenberg precisou de 239 GPs para finalmente subir ao pódio, em 2025, um recorde que ninguém gostaria de quebrar. Já Fernando Alonso segue ampliando outro número histórico: o maior número de largadas na Fórmula 1. O espanhol chegou a 419 participações e, pelo visto, ainda não pensa em parar.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:
