
A Aston Martin chega ao Grande Prêmio da Austrália já com planos para não completar a prova. Nesta quinta-feira (05), a equipe revelou que as vibrações da nova unidade de potência da Honda são tão intensas que podem causar danos físicos a Fernando Alonso e Lance Stroll.
Para priorizar a segurança de seus pilotos, Adrian Newey afirmou durante coletiva de imprensa em Albert Park, que a equipe optou por limitar o número de voltas consecutivas. Fernando Alonso tem um limite de até 25 voltas consecutivas com o AMR26 e Lance Stroll, ainda menos, apenas 15 voltas.
A situação fica ainda pior para o piloto canadense, que fraturou o pulso enquanto andava de bicicleta em 2023. Ainda no ano passado, Stroll ficou de fora do Grande Prêmio da Espanha para realizar uma cirurgia na mão e no pulso.
Começo do fim…?
Os primeiros testes do AMR26 já haviam apontado dificuldades graves para a nova parceria entre Aston Martin e Honda. Durante a pré-temporada, diferentes falhas limitaram o tempo de pista da equipe, sendo a principal delas o excesso de vibração do motor, que chegou a danificar componentes da bateria da unidade de potência.
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A situação se torna ainda mais delicada porque o chassi de fibra de carbono transmite as vibrações quase sem absorção, o que faz com que o impacto chegue diretamente ao cockpit e às mãos dos pilotos.
A Honda também reconheceu que ainda não conseguiu explorar totalmente o desempenho da unidade de potência. Segundo Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation, o motor sequer foi utilizado em rotação máxima até agora.
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