Pesadelo na Cozinha

Quais restaurantes do Pesadelo na Cozinha fecharam? Veja lista

Reality de Erick Jacquin revela desafios do setor; ao menos 18 estabelecimentos já encerraram atividades

MICHELLY MARQUES

18/04/2026 • 17:28 • Atualizado em 18/04/2026 • 17:28

Jacquin experimenta o cardápio
Jacquin experimenta o cardápio - Foto: Renato Pizzutto

Exibido pela primeira vez em 2017, o Pesadelo na Cozinha, comandado pelo chef Erick Jacquin, se tornou um dos realities gastronômicos mais marcantes da TV brasileira ao tentar salvar restaurantes em crise. No entanto, anos após a exibição, o saldo mostra que a maioria dos estabelecimentos participantes não conseguiu se manter em funcionamento.

Levantamento com base nas três primeiras temporadas indica que ao menos 18 restaurantes encerraram as atividades, evidenciando que as mudanças promovidas pelo programa nem sempre são suficientes para garantir a sobrevivência dos negócios a longo prazo.

1ª temporada: poucos sobreviventes

A primeira temporada concentra o maior número de estabelecimentos que fecharam as portas. Entre eles estão Burg one, La Cabana, Los Molinos, Sal e Pimenta e Trilha da Costela, além de outros casos emblemáticos como Hooker, Fina Farina e Nahamalho.

O Escondidinho da Amada teve um desfecho marcado por mudanças pessoais: a proprietária vendeu o restaurante, se separou e retornou para a Bahia.

Já o restaurante japonês Nahamalho, em Perdizes, não resistiu após enfrentar problemas de gestão e operação. Situação semelhante ocorreu com o Saia do Padre, na Pompeia, marcado por conflitos internos.

A tradicional Trilha da Costela, com 17 anos de história, também encerrou as atividades após dificuldades envolvendo gestão e higiene.

Por outro lado, poucos estabelecimentos seguem ativos até hoje, como Najjah, Samosa & Company e Dedo de La Chica — exceções em meio ao alto índice de fechamento.

2ª temporada: pandemia e fatores externos pesam

Na segunda temporada, fatores externos tiveram papel ainda mais decisivo, especialmente a pandemia de Covid-19.

O Pé de Fava passou por tentativas de adaptação, como mudança de marca e operação com marmitas e delivery, mas acabou encerrando as atividades. Parte da equipe seguiu no setor e deu origem ao restaurante “Do Litoral ao Sertão”.

O Alquimia Restaurante também fechou após não resistir aos impactos da pandemia, levando os proprietários a se mudarem para a Inglaterra em busca de recomeço.

O Joka’s Grill encerrou o salão durante a quarentena e migrou para marmitas fitness em delivery.

Já o El Maktub teve a trajetória interrompida após dificuldades financeiras, pandemia e um assalto à família proprietária, levando ao fechamento e à criação de um novo negócio no local, o Boteco 647.

Entre os poucos casos de evolução, a Hero’s Burger chegou a crescer após o programa, mas encerrou as atividades após a morte da proprietária , Sibele Soglia, em 2024.

3ª temporada: continuidade do cenário

Na terceira temporada, o cenário de dificuldades se manteve. O restaurante Kitanda foi o único entre os participantes que encerrou as atividades. Assim como em outros casos, o negócio enfrentou dificuldades financeiras agravadas pelo contexto da pandemia e não conseguiu se sustentar a longo prazo. A história do restaurante foi marcada pela morte da proprietária, Tânia Romão , fator que contribuiu para o encerramento definitivo das atividades.

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