Entretenimento

Henrique Fogaça lança projeto para facilitar acesso à cannabis medicinal

Inspirado na filha Olívia, chef e jurado do MasterChef Brasil trabalha com plataforma desenvolvida por associação sem fins lucrativos

Da redação

DA REDAÇÃO

16/09/2025 • 17:20 • Atualizado em 16/09/2025 • 17:20

Fogaça na cozinha do restaurante Sal, em São Paulo (SP)
Fogaça na cozinha do restaurante Sal, em São Paulo (SP) - Foto: Band

Henrique Fogaça, jurado do MasterChef Brasil , lançou nesta terça-feira (16) um novo projeto para democratizar o acesso à cannabis medicinal no Brasil. A 'Komunidade', plataforma desenvolvida em conjunto com a Associação Cannabis Colaborativa Kannacob, sem fins lucrativos, pretende facilitar a compra e uso da substância.

O projeto nasceu a partir da experiência de Fogaça com a filha, Olívia , que tem uma síndrome rara ainda não identificada, que lhe causa limitações motoras e impedimento de andar e falar. O tratamento com óleo de canabidiol, segundo Fogaça, transformou a vida de Olívia.

"Eu vivi na pele a angústia de não encontrar respostas para minha filha. Quando vi os efeitos positivos da cannabis medicinal na vida da Olivia, entendi que precisava compartilhar isso com outras famílias. A Komunidade nasce desse propósito: transformar dor em ação, e informação em acesso", diz Fogaça, em nota.

Para a Band, Fogaça falou da importância da cannabis para ele, Olívia e a família. "Só quem tem alguém em casa, uma pessoa que precisa de cannabis medicinal, sabe o quanto essa planta pode transformar vidas", disse, no The Town.

A plataforma da Komunidade reúne produtos terapêuticos como óleos de cannabis medicinal, cogumelos funcionais, óleos essenciais e outros suplementos. O projeto também oferece consultas médicas, fóruns e espaço com conteúdos informativos.

Cannabis na cozinha

Além do aspecto medicinal, Fogaça defende o uso da cannabis na gastronomia. “A cannabis pode ser usada na cozinha. Ela é uma planta sagrada, com diversas funções. Tranquiliza, dá bem-estar. É preciso abrir a mente para isso”, explicou.

Ele também criticou o histórico de criminalização da maconha, apontando motivações racistas e sociais. “Lá atrás, nos EUA, os músicos negros do jazz fumavam cannabis. As esposas dos ricos gostavam deles, então os poderosos começaram a demonizar a planta por puro preconceito. É uma hipocrisia histórica que precisa ser revista".

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as noticias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: